O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, viajou na madrugada desta segunda-feira a Havana, em Cuba, onde passará pela terceira cirurgia em um ano e meio para tentar retirar células de um tumor maligno que reapareceu na região pélvica.

A viagem foi realizada após nova autorização da Assembleia Nacional para que o mandatário se ausente do país por mais de cinco dias, concedida no domingo. No sábado (8), ele qualificou como “imprescindível” a nova intervenção cirúrgica.

Os rumores da piora do estado de saúde de Chávez aumentaram após ele anunciar que o ex-chanceler e atual vice-presidente, Nicolás Maduro, seria seu candidato em uma eleição presidencial em que ele não estivesse. Esta é a primeira vez em 14 anos em que o mandatário apontou um sucessor.

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“Ele é um completo revolucionário, um homem de grande experiência, apesar da juventude, com uma grande dedicação e capacidade para trabalhar. Em um cenário em que sejamos obrigados a fazer uma nova eleição presidencial, vocês devem escolher Nicolás Maduro”.

O temor é que, após a cirurgia, o presidente morra ou fique impossibilitado de dirigir o país, o que faria com que Maduro completasse este mandato, que dura até 10 de janeiro.

Se essas possibilidades acontecerem após o início do novo mandato de Chávez, quem assume o país é o presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, que será o responsável por convocar novas eleições nos 30 dias subsequentes.

Maduro, 50, é um ex-motorista de ônibus e líder sindicalista venezuelano, que se aproximou do mandatário no início do governo. Um dos aliados mais próximos do presidente, é muito popular entre os venezuelanos por causa de sua simpatia.

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