Nem sempre as pessoas se preparam com a antecedência necessária para se expor ao calor provocado pela chegada do verão. Anseiam a toque de caixa por um corpo magro e aparência de modelo para exibir o corpo em biquínis, mas se descuidam de alguns problemas que também se tornam mais comuns na “estação quente”.

É o caso, por exemplo, das micoses, que costumam provocar coceira, ardência, pequenas bolhas de água, vermelhidão, fissuras e descamação. A dermatologista Miriam Sabino de Oliveira, de São Paulo, explica que as micoses são infecções causadas por fungos e podem acometer a pele, o couro cabeludo e as unhas. “O aumento da umidade da pele, calor e a imunidade baixa são condições favoráveis para o desenvolvimento de fungos que se alimentam da queratina, substância presente em algumas regiões do corpo”, diz.

É preciso rever alguns hábitos para fugir do problema. Entre eles o uso de sapatos fechados e roupas sintéticas. Mas algumas pessoas apresentam uma tendência maior para a infecção. “Quem tem deficiência no sistema imunológico, como diabetes, ou estão em tratamento de doenças mais graves, como câncer, precisam redobrar os cuidados, principalmente com a região dos pés”, destaca a dermatologista.

Leia também:  Acontece neste final de semana a segunda rodada do Feirão da Casa Própria da Caixa

A médica observa que a micose de unha, por exemplo, pode se espalhar, por isso é fundamental apostar em higiene e tratamento adequados. O uso de lixas e alicates ajudam a proliferar o fungo, por isso é importante se certificar de que o material está esterilizado e, de preferência, tenha seu próprio alicate de unha e de cutículas, lixa e esmaltes. “Pequenas alterações na rotina já ajudam, como manter hábitos de higiene e evitar a exposição ao fungo, que diminuem as chances de contrair a micose no verão”, alerta.

Corpo em equilíbrio

Muito presente também no verão é a busca pelo corpo perfeito com base em “dietas milagrosas”. Com isso, há quem se exponha a riscos excessivos de desidratação, descontrole dos índices glicêmicos e outros. No caso da desidratação, se não for identificado a tempo, o mal pode até levar à morte. Daí a importância de se submeter a um exame que permita saber qual a quantidade de água disponível no corpo.

Leia também:  No Dia da Gestante, conheça os exames obrigatórios no pré-natal

Denominado de bioimpedância, esse aparelho, disponível em Rio Preto, ajuda a detectar, além da massa magra (ossos, músculos e órgãos vitais) e massa de gordura, a água corporal total e o gasto energético diário em repouso, informando ainda o quanto que se tem que perder de gordura e o quanto que se deve ganhar de músculo para manter o corpo em total equilíbrio.

De acordo com a nutricionista Daiana Kato, de Rio Preto, a avaliação da composição corporal é um importante fator em programas de emagrecimento, condicionamento físico ou na prevenção e no tratamento de diversas doenças crônicas como diabetes, hipertensão arterial, dislipidemias e cardiopatias. “Ele também tem sido usado para avaliar as pacientes e obter um melhor aproveitamento nos procedimentos estéticos”, diz.

Quem concorda é a nutricionista Elaine de Pádua, da Clínica DNA Nutri, de São Paulo, uma das pioneiras do Brasil a oferecer o uso de bioimpedância para análises clínicas. “Cada vez mais os especialistas buscam conhecer e controlar a composição corporal de cada indivíduo, em vez de apenas controlar seu peso ou índice de massa corporal (IMC)”, diz.

Leia também:  Dia Mundial sem Tabaco: cigarro light aumenta risco de câncer

Dieta saudável

Uma dieta baseada em frutas e vegetais e com baixo teor de gordura pode melhorar a qualidade de vida e promover o emagrecimento saudável. Este tipo de alimentação também ajuda a proteger o organismo e evitar a recorrência de algumas doenças. Segundo a nutricionista Sonia Murgueytio Jurado, da Clínica Mayo, de Jacksonville, na Flórida, uma dieta baseada em vegetais é rica em nutrientes e compostos que ajudam a proteger o corpo contra o câncer e outras doenças.

“Estudos indicam que o consumo de pelo menos cinco porções de frutas e vegetais ao dia pode reduzir a incidência de câncer em cerca de 20%”, diz. Ela cita como exemplo de alimentos ideais para consumo os de origem vegetal, que contêm substâncias conhecidas, como fitoquímicos (compostos químicos produzidos pelas plantas). “Alguns exemplos de fitoquímicos são as ligninas, flavonoides e licopenos, que são encontrados em grãos integrais, amoras, morangos e tomates, respectivamente”, diz.

Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.