O ex-presidente sul-africano Nelson Mandela em 26 de junho de 2008 em Londres (Foto: AFP)

O ex-presidente sull-africano Nelson Mandela sofreu uma recaída e está com uma infecção pulmonar, mas está respondendo ao tratamento, informou um comunicado do governo nesta terça-feira (11).

“Os médicos concluíram os exames e estes revelaram o ressurgimento de uma antiga infecção pulmonar, pela qual Madiba (nome do clã de Mandela pelo qual é chamado popularmente no país) recebe um tratamento apropriado ao qual reage bem”, afirma a nota.

Mandela, de 94 anos, foi internado no sábado no Hospital Militar de Pretória, para “exames de rotina”. O governo afirmou que não havia “motivo para alarme”.

Esposa
Em uma entrevista exibida nesta terça-feira, a esposa de Mandela, Graça Machel, afirmou que o ex-presidente perde aos poucos o brilho.

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Graça Machel, calma e sorridente, não revelou informações sobre Mandela, mas disse que dá pena vê-lo envelhecer.

“Quero dizer que este espírito e este brilho desaparecem pouco a pouco”, disse Machel ao canal eNCA.

“Vê-lo envelhecer é uma coisa que dá pena… Mas você entende e sabe que isto tem que acontecer”, completou.

Anti-Apartheid
Preso durante 27 anos pelo regime racista do Apartheid e ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 1993, foi eleito em 1994 o primeiro presidente negro da África do Sul nas primeiras eleições multirraciais do país.

Ele se aposentou em 1999 depois de um único mandato.

Mandela é alvo de um verdadeiro culto em seu país, onde sua imagem e citações são onipresentes. Neste domingo, milhares rezaram pela melhora de Madiba – como é carinhosamente chamado no país. No distrito de Soweto, em Joanesburgo, simpatizantes foram à Igreja Regina Mundi, que foi um centro dos protestos contra o regime racista do apartheid, abolido na década de 1990.

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Várias avenidas têm seu nome, suas antigas moradias viraram museu e seu resto e nome aparecem em todos os tipos de recordações para turistas.

Mandela foi internado num hospital em fevereiro devido a dores abdominais, mas foi liberado um dia após um exame mostrar que não havia nenhum problema sério.

Desde então, ele passou boa parte de seu tempo em sua casa em Qunu, um vilarejo na província pobre do Cabo Leste.

Sua saúde frágil impede que ele faça quaisquer aparições públicas na África do Sul, embora nos últimos meses ele tenha continuado a receber visitantes de grande visibilidade, incluindo o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton.

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