Foto: arquivo/AGORAMT
Foto: arquivo/AGORAMT

O Partido da República (PR) está empenhado em manter o senador Blairo Maggi como filiado e já organizou uma ‘força tarefa’ para solucionar as insatisfações do congressista. O deputado estadual Emanuel Pinheiro (PR) afirma que apesar do descontentamento, o republicano não demonstrou que quer abandonar a legenda, mas pretende resolver internamente seus problemas.

O presidente estadual da agremiação, deputado federal Wellington Fagundes, é o encarregado de articular às melhorias no relacionamento interno. Emanuel declara ainda que acredita que o PR conseguirá contornar a situação e poderá trabalhar tranquilamente para eleger Blairo ao governo do Estado em 2014.

“Entendemos o desconforto do Blairo, mas é preciso contornar a situação. Montamos uma força tarefa e o encarregado disso será o Wellington Fagundes. Não podemos perder uma liderança de peso que é o Blairo Maggi, então, todas as ações que puderem ser feitas para contornar serão feitas e aí vamos discutir a eleição de Blairo para 2014”, complementou.

Leia também:  Debate para aplicação de quase 1 bilhão do orçamento municipal de 2018 começa nesta terça

Uma crise por falta de entendimento dentro do partido culminou no veto de Maggi para o Ministério da Agricultura, o que teria deixado o senador irritado a ponto de protocolar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma consulta sobre a possibilidade de perder o mandato caso trocasse de partido. Além dele, assinam a consulta os suplentes Cidinho dos Santos e Rodrigues Palma.

Há a algum tempo circula o comentário de que Blairo não estaria se sentindo confortável com sua atual situação dentro da legenda, e o motivo, seria a rede de poder interna de Waldemar Costa Neto, um dos acusados de participação do esquema Mensalão. Porém, a situação se tornou pior no início deste mês, quando a presidente da República, Dilma Rousseff, fez um convite para que ele assumisse um ministério – Agricultura, Transportes ou Indústria.

Leia também:  Projeto prevê que cidadãos acompanhem vagas nas escolas municipais de Rondonópolis

Dilma chegou a estar por duas ocasiões com o senador – uma em viagem ao Paraná e outra em Brasília. E chegou a se encontrar com lideranças republicas, porém, foi declarado que com Maggi no governo federal, o partido não se sentiria representado. Tencionando atrair o PR para a base, a presidente recuou do desejo da nomeação e prorrogou ao prazo para escolha para o mês de março.

O presidente estadual do PDT, o deputado Zeca Viana condenou a falta de apoio político a Blairo e lamentou a perda de oportunidade de que Mato Grosso tivesse um ministro. “Acho uma pena porque Mato Grosso poderia ter um ministro. O estado está precisando de um choque de gestão”, afirmou.

Leia também:  Prefeita de Juara e mais três são denunciados por fraude em licitação

Com o ocorrido começaram a circular boatos de que o parlamentar já havia inclusive iniciado conversar com outras agremiações para migrar. Em um desses casos, especulou-se que ele poderia ir para o PSDB e apoiar a candidatura do também senador Pedro Taques (PDT).

Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.