Alertar para a importância das boas condições de saúde para a melhoria no desenvolvimento pleno da criança e adolescente tanto na escola como na formação da cidadania. Este é o objetivo principal do PSE (Projeto Saúde na Escola), que deverá ser implantado em Rondonópolis este mês, em uma escola que será definida pela secretaria municipal de Educação.

Para fazer a apresentação do projeto e debater a participação de cada um dos componentes do programa e os detalhes para a sua implantação em Rondonópolis, os servidores do Escritório Regional de Saúde, que faz parte da secretaria estadual de Saúde, reuniu-se na manhã desta sexta-feira (1) com as secretárias Ana Carla Muniz e Marildes Ferriera, de Educação e Saúde, respectivamente, bem como com as suas equipes técnicas. A reunião foi realizada no auditório da secretaria municipal de Educação.

O Programa possibilitará uma triagem e a sensibilização dos adolescentes a partir do desenvolvimento de três componentes de ação: a avaliação clínica, atividades educativas sobre diversos temas relacionados à saúde do adolescente e à formação dos professores em saúde.

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Segundo a responsável regional do PSE, Miriam Natalie, o programa foi lançado em 2008 para contribuir para a formação integral dos estudantes da rede pública da educação básica por meio de ações de prevenção, promoção e atenção à saúde. Em parceria, os ministérios da Saúde e da Educação integram as redes de educação e o Sistema Único de Saúde.

“Na prática, o trabalho integrado gera ações de promoção para a saúde, estimulando a alimentação saudável, bem como práticas corporais e atividade física. A prevenção do tabagismo e do uso de álcool, bem como a prevenção de violência, também faz parte das ações que o programa incorpora ao cotidiano das escolas municipais que dele participam”, informou Miriam, acrescentando que o município aderiu ao programa no ano passado, mas que não teve andamento.

A secretária de Educação, Ana Carla Muniz, que também é responsável pelo Gabinete de Promoção Humana, criado pela atual gestão para articular as ações da área social do município, ressaltou a importância do programa, que vem de encontro com a proposta da atual gestão em trabalhar de forma integrada as ações das secretarias de forma integrada, visando a melhoria dos indicadores do município em todas as áreas.

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No entanto, ela ponderou que é preciso ficar bem claro qual é o papel, as responsabilidades de cada um dos participantes. “Colocamos-nos à disposição, somos parceiros e temos interesse em implantar o programa no nosso município. Mas, pedi que essas questões devem ficar bem estabelecidas,  com as responsabilidades divididas, pois temos limitações orçamentárias e obrigações constitucionais a cumprir”, ponderou Ana Carla. “Temos clareza que se tiver todo o suporte, com divisão de responsabilidades e custos o programa será um sucesso, contribuindo assim com a formação integral dos  nossos estudantes e para o enfrentamento das vulnerabilidades que comprometem o pleno desenvolvimento de crianças e jovens da rede pública de ensino”, completou.

A secretária de Saúde, Marildes Ferreira, reforçou as observações da colega secretária e também, pontuou que “ver com bons olhos” o programa, pois os adolescentes, principalmente, “não costumam procurar as unidades de saúde e a intenção do projeto é conscientizar os estudantes sobre a importância do cuidado com a saúde, proporcionando relações saudáveis de aprendizado”.

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Miriam, por sua vez, destacou que são pertinentes as preocupações levantadas. Mas que, justamente para apontar as responsabilidades de cada um dos componentes participantes do PSE, será criado um GTI (Grupo de Trabalho Intersetorial), contendo representantes das duas secretarias, tanto do município como do Estado.

O GTI terá, ainda, como missão promover a articulação permanente entre as políticas e ações de educação e de saúde, com a participação da comunidade escolar, envolvendo intersetorialmente as equipes saúde da família e da educação básica.

“Então, para o êxito dessa articulação caberá a todos os componentes envolvidos, desenvolver suas atribuições pautadas na implementação de ações de educação, de promoção da saúde e prevenção de riscos, com base em ações pré-existentes ou em implantação, reorientadas pelos objetivos de articulação intersetorial e atenção integral”.

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