Mais de 450 mil alunos da rede pública de ensino do estado vão ficar fora da sala de aula a partir desta segunda-feira (22) por conta da paralisação deflagrada pelos profissionais da área, de uma semana, devido reivindicações não atendidas pelo governo. Há mais de um ano, a categoria deflagrou greve e as cobranças continuam pendentes.

“Chegamos a uma situação insustentável e não há alternativa se não a radicalização”, frisou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT) Henrique Lopes. Ele ressalta que as principais reivindicações são a convocação imediata dos classificados no último concurso e a melhoria na implementação do piso salarial.

Atualmente os professores estaduais ganham piso de R$ 1.452,37 e cobram reajuste para R$ 1.937. Além disso, a categoria também aponta a falta de melhoria na estrutura física das escolas. “Muitas estão em situação precária, sem condições mínimas de manter estudantes nas salas de aulas”, pontuou Lopes.

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A paralisação deve prosseguir até sexta-feira (26), quando será realizada uma assembeia geral para analisar a proposta do governo. No entanto, os profissionais da rede municipal de ensino também vão participar da paralisação entre o dia 23 e 25 de abril.

No decorrer da semana, a categoria fará manifestações e atos públicos convocando a sociedade para discutir melhorias para a Educação em Mato Grosso.

A paralisação integra o calendário de mobilização previsto pela Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), que é de três dias na maioria do país. Contudo, o período de manifestação foi ampliado.

 

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