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Na mesma pesquisa realizada em 2009 (restrita às capitais), 5,4% relataram sofrer bullying-Foto:Reprodução/Internet

O bullying nas escolas brasileiras, sejam elas públicas ou privadas, é uma prática comum e presente ao lado de outros problemas como falta de amigos e sentimento de solidão entre os adolescentes, que podem desencadear doenças como depressão e outras ligadas à saúde mental.

O retrato surge dos dados da Pense (Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar), feita pelo IBGE em parceria com o Ministério da Saúde. Numa evidência da existência de bullying, 7,2% dos alunos do último ano do ensino fundamental afirmaram que “sempre ou quase sempre se sentiram humilhados por provocações dentro da escola” nos 30 dias anteriores ao levantamento (levado a campo em setembro passado).

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A proporção, porém, de adolescentes que praticam algum tipo de bullying em colegas de escolas é ainda maior, atingindo 20,8% dos adolescente do último ano –cuja faixa etária varia predominantemente de 13 a 15 anos.

“Sem dúvida isso é uma sinalização que de esses alunos podem ter problemas mentais no futuro e que eles já sofrem no presente”, disse Marco Antonio Andreazzi, gerente do IBGE responsável pela pesquisa.

Na mesma pesquisa realizada em 2009 (restrita às capitais), 5,4% relataram sofrer bullying. O percentual subiu para 6,9% dos alunos das capitais em 2012.

SOLIDÃO

Outro fator que indica a possibilidade de doenças mentais no futuro, como depressão e outras, é a ausência de amigos e o sentimento de solidão. Entre os adolescentes pesquisados, 3,5% disseram não ter amigos –4,6% entre as meninas e 2,5% entre os garotos. Já a sensação de estarem sozinhos foi relatada por 16,4% dos alunos –10,7% entre os meninos e 21,7%, ou seja mais do que o dobro, entre as adolescentes do sexo feminino.

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Estopim para algumas doenças como esquizofrenia, por exemplo, o uso de drogas já tinha sido usada alguma vez por 7,3% dos adolescentes. Desses, 34,5% usaram maconha e 6,4% tiveram contato com o crack.

Para o IBGE, porém, o dado mais preocupante é que 0,5% dos adolescentes que estão matriculados usaram crack nos 30 dias anteriores à pesquisa –o percentual no caso da maconha é de 2,5%.

“Todos sabemos que o crack é um problema de saúde pública e uma droga que afasta do convívio social, que degrada o usuário. É surpreendente que 0,5% dos alunos usem crack e permaneçam na escola.”

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