O tráfico de influência é cada vez mais notório na arbitragem nacional. De norte a sul do Brasil, não é difícil encontrar um ou outro “apadrinhado” que chegou ao topo na carreira, mesmo não tendo rigorosamente nenhum preparo para tal. Por esse motivo a arbitragem brasileira que desde 2007 virou números, passou a ser mal vista lá fora, já que a própria FIFA tem mostrando um descontentamento com os apitadores tupiniquins, principalmente com relação à parte física, que virou uma espécie de “cemitério de carreiras”.

Após a saída de Armando Marques da CA/CBF, a entidade ficou literalmente sem um gestor que tivesse qualidades para qualificar e ao mesmo tempo renovar um quadro que até então era tido como um dos melhores pela Conmebol. Com a entrada de Edson Rezende de Oliveira em 2005, após o escândalo da Máfia do Apito, protagonizado pelo ex-árbitro FIFA de São Paulo, Edílson Pereira de Carvalho, enquanto todos esperavam que o então dirigente fosse dar continuidade aos trabalhos de Armando Marques, o hoje Corregedor de Arbitragem da CBF resolveu dar uma outra cara a arbitragem brasileira, impondo normas e organizando algo que na sua visão estava fora do eixo.

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Porém com a misteriosa saída de Rezende da Comissão Nacional em 2007, um sindicalista quem nem instrutor era, acabou ficando “interinamente” em seu lugar. Sem saber que estava prestes a cometer um dos piores erros de sua trajetória no futebol, foi Edson Rezende uma das pessoas que sugeriram ao então Presidente da CBF, Ricardo Teixeira, que Correa assumisse o cargo, já que naquele momento não havia outra pessoa, aos olhos da política, com o perfil que eles procuravam.

Embora seja um dirigente muito prestativo e metódico, Sérgio Corrêa da Silva acabou afundando ainda mais o seu nome no meio, principalmente ao se envolver nas milhares de polêmicas em que esteve, direta ou indiretamente envolvido em sua passagem de seis anos pelo comando da arbitragem brasileira. Por esse motivo, já na era José Maria Marin, o sindicalista paulista acabou remanejado para o famigerado Departamento de Arbitragem da CBF, cargo este que atualmente serve apenas como cabide de emprego e status, já que nunca antes na história da arbitragem brasileira, um setor foi tão mau visto pela categoria quanto esse.

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Depois que Sérgio Corrêa saiu da cadeira mais cobiçada da arbitragem nacional, José Marin escolheu, com a ajuda de algumas pessoas ligadas à CBF, inclusive Sérgio Corrêa e Edson Rezende, o renomado Coronel da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, Aristeu Leonardo Tavares para mudar pra melhor o momento da arbitragem, já que a pressão da opinião pública era enorme sob os ombros dos apitadores até agosto do ano passado, quando o Campeonato Brasileiro fervilhava de reclamações de todos os lados.

Mas infelizmente o premiado ex-auxiliar da FIFA acabou não tendo tempo para trabalhar, já que poucos meses após a sua nomeação, Leonardo foi derrubado pelo sistema e embora tenham encontrado uma entrevista para justificar a sua demissão, todos já sabiam que ele seria a bola da vez, já que o seu braço direito (Dionísio Domingos) caiu antes e o seu esquerdo (Antônio Pereira da Silva), mudo e calado, acabou, meses depois, promovido ao seu lugar quando todos esperavam que ele também pedisse demissão em consideração ao “amigo”.

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O tempo passou, hoje quem manda “interinamente” no apito brasileiro é Antônio Pereira da Silva e seu Secretário que adotou uma postura discreta desde que foi empossado, Nilson Monção, porém o atual momento da arbitragem nacional não é nada confortável e por conta desse motivo, o Voz do Apito foi ouvir quem de fato é o mais prejudicado nesse imbróglio ou seja, o árbitro de futebol.

De 25 a 30 de junho, nós perguntamos aos árbitros quem eles gostariam de ver no comando da arbitragem brasileira. Dos 150 árbitros perguntados, 28% escolheram o ex-árbitro gaúcho Carlos Eugênio Simon, que após aposentar-se dos gramados, acabou se tornando comentarista de arbitragem da Fox Sports. Veja o gráfico abaixo com todos os citados na pesquisa.

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