O presidente do Paraguai, Horacio Cartes, anunciou que vai combater a guerrilha denominada Exército do Povo Paraguaio (EPP) com a presença do Estado. Cartes disse que não usará armas no combate. A decisão foi anunciada por ele durante reunião com os líderes dos partidos políticos do Senado e da Câmara, na residência presidencial Mburuvicha Róga.

“O presidente tem clara compreensão da magnitude do problema, entende basicamente que o desenvolvimento de certas situações é consequência do precário desenvolvimento de nossas instituições”, disse o senador Adolfo Ferrero (Movimento Avança País).

Para combater o EPP, o governo paraguaio analisa normas jurídicas que permitam a utilização, com maior claridade e precisão, dos recursos das Forças Armadas. Segundo o senador, a prioridade do presidente é buscar a pacificação das áreas em que a guerrilha atua, promovendo reformas com o apoio do Estado e da sociedade.

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O senador Carlos Amarilla (Partido Liberal Radical Autêntico) disse que a Câmara dos Deputados analisa hoje a ampliação da Lei de Defesa Nacional e Segurança Interna e que o Senado ficará em alerta para concluir a avaliação em seguida. A ideia, segundo o parlamentar, é apressar as análises para dar encaminhamento ao governo.

“Precisamos de celeridade para dotar o comando das Forças Armadas de faculdades legais que permitam que trabalhe para auxiliar nas ações da Polícia Nacional [semelhante à Polícia Federal no Brasil]”, disse Amarilla.

O EPP é um grupo guerrilheiro que opera no Paraguai, principalmente na região de Concepción, no Noroeste do país. O governo não informou quantos integrantes há no grupo.

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