Dados preliminares do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgados ontem, apontam que, entre 2009 e 2011, Mato Grosso registrou uma taxa bruta de mortalidade de 6,95 óbitos por 100 mil mulheres, que são denominados feminicídios. Estes crimes geralmente são praticados por homens parceiros ou ex-parceiros.

O Ipea avaliou o impacto da Lei Maria da Penha sobre a mortalidade por agressões. Ficou constatado que não houve redução das taxas anuais de mortalidade, antes e depois da lei.

O índice de mortes na região Centro-Oeste foi de 6,86 por 100 mil mulheres. Sendo que 68% delas eram negras. Goiás apresentou taxa maior (7,57). O Estado que teve o maior índice óbitos foi o Espírito Santo (11,24) e o menor Santa Catariana (3,28). A taxa no Brasil é de 5,82.

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Estima-se que pelo menos 50 mil mulheres morreram vítimas de feminicídios, o que representa 5 mil mortes por ano, no país. Acredita-se que muito destes foram decorrentes de violência doméstica e familiar.

 

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