Arthur Zanetti acordou de bom humor. Sorrindo, avisou aos companheiros de equipe que estava se sentindo bem para sua primeira grande competição após o ouro nos Jogos Olímpicos do ano passado. O homem a ser batido nas argolas chegou tranquilo e fez o que era esperado.

Começando a série com o seu novo elemento, o ginasta obteve a nota de 15,733 e avançou à final do Mundial da Antuérpia, na Bélgica, na segunda colocação. Na decisão, porém, terá na sua cola o novo destaque chinês: Yang Liu, de apenas 19 anos. As finais masculinas serão disputadas na quinta-feira (individual geral) e no fim de semana (aparelhos). O SporTV transmite ao vivo a briga por medalhas.

Na eliminatória das argolas, o chinês Yang Liu confirmou que será o principal adversário de Zanetti neste Mundial. Seguro e focado, ele obteve a nota de 15,866. Zanetti, inclusive, o considera um rival mais complicado do que o chinês Yibing Chen, atual campeão mundial e atleta da China que foi derrotado por ele na final olímpica de Londres.

– Ele é mais novo e mostrou ter uma melhor execução que o próprio Yibing. Vai dar trabalho. Já tinha que trabalhar três vezes mais, agora vou ter que trabalhar quatro – analisou.

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Apesar das “ameaças” orientais, o campeão olímpico não deixou o nervosismo atrapalhar a sua estreia na competição. Depois de uma noite tranquila, acordou feliz e determinado a confirmar sua vaga para a final das argolas.
– Hoje acordei de muito bom humor, sorrindo. Falei que estava preparado porque treinei bem essa série. Ainda cometi alguns erros, mas faz parte. Vamos trabalhar para melhorar. O importante hoje era conseguir se classificar – disse Zanetti, que ainda não sabe se usará ou não seu novo elemento na final.

Diego supera expectativas e está em duas finais

Enquanto Zanetti confirmou o que era esperado, Diego Hypolito surpreendeu. O ginasta de 27 anos havia dito que, por conta de três cirurgias no fim do ano passado, chegava sem muita expectativa ao Mundial de Bélgica. Com um boa apresentação no solo, seu principal aparelho, ele se classificou para a final em segundo, com 15,600. Na sua frente, apenas o fenômeno japonês Kenzo Shirai, de 16 anos, um dos destaques da competição, com 16,233. O brasileiro também avançou em quinto para a final do salto, com 14.924.

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– Estou muito feliz. Não estava programado competir no Mundial. Eu senti confiança dos técnicos depois do treinamento, quando ainda estava muito nervoso. Concentrei e fiz bem. Tentei me focar ao máximo e entrar tranquilo. Não esperava finais, não estava na minha expecativa – comemorou.

Diego lembrou dos momentos complicados que passou recentemente. Além das cirurgias, foi dispensado do Flamengo após 19 anos e segue até hoje sem clube. Atualmente, ele está treinando nas instalações do Pinheiros, em São Paulo, mas sem nenhum vínculo.

– Tenho que estar grato. Foi um ano muito cheio de problemas. Questões que me fizeram trocar de cidade e tal. Isso acaba muitas vezes atrapalhando. Mas eu quis que fosse uma motivação para que tivesse um ano bom no fim das contas – completou.

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Com boas notas, Sasaki avança no salto e no individual geral

O Brasil tem ainda mais dois atletas classificados para as finais na Antuérpia. Assim como Diego, Sérgio Sasaki, disputará a final do salto, passando em terceiro com a nota de 14,987. Ele também avançou no individual geral, na sexta colocação, com a soma de 88,699 nos seis aparelhos.

O caçula Arthur Nory, estreante em Mundiais, também surpreendeu e superou as expectativas. O jovem de 20 anos se classificou na 18ª posição entre os 24 que disputam a final do individual geral. Sua soma foi de 85,190.

Outros dois brasileiros competiram nesta terça-feira, mas ficaram fora das finais. Péricles Silva não foi bem no cavalo e obteve apenas a nota de 12,600. Francisco Barreto, por sua vez, teve 14,500 nas paralelas e 14,600 na barra fixa.

Na disputa feminina, o Brasil está com duas representantes na Antuérpia. Letícia Costa, no individual geral, e Daniele Hypolito, que disputa paralelas e trave nesta quarta.

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