Um relatório russo citado por investigadores palestinos nesta sexta-feira (8) não encontrou evidências suficientes para embasar a teoria de que Yasser Arafat morreu em 2004 em decorrência do envenenamento por polônio.

Amostras foram colhidas do corpo de Arafat em novembro do ano passado por especialistas suíços, franceses e russos, após um documentário da TV Al Jazeera revelar a existência de níveis anormais de um isótopo fatal de polônio nas roupas do líder palestino morto.

“As conclusões do relatório sobre os níveis de polônio-210 e o desenvolvimento da doença dele não fornecem evidências suficientes para embasar a decisão de que o polônio-210 causou uma síndrome radioativa aguda que levou à morte”, disse o médico Abdullah Bashir, referindo-se às conclusões do relatório russo.

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Mas Bashir disse que os relatórios suíço e russo encontraram “grandes volumes” do isótopo radioativo no restos mortais de Arafat.

Os achados russos foram bem mais cautelosos do que as conclusões suíças divulgadas na quarta-feira, afirmando que seus testes “embasam moderadamente a proposição de que a morte foi consequência de envenenamento por polônio-210”.
Arafat, um líder guerrilheiro que se tornou o primeiro presidente palestino, contraiu uma súbita e misteriosa doença enquanto estava sob cerco de tanques israelenses em seu complexo em Ramallah.

Os palestinos há muito responsabilizam Israel pela morte dele –uma acusação negada pelos israelenses–, mas uma comissão local de investigação realizou poucos progressos tangíveis para explicar o caso.

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Israelenses e palestinos retomaram negociações de paz em julho para tentar resolver o longo conflito entre as partes e viver lado a lado como dois Estados soberanos.

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