O atraso do salário dos servidores municipais (leia aqui) gerou polêmica na sessão da Câmara Municipal desta quarta-feira (06). Vários vereadores aproveitaram suas falas na tribuna da Casa de Leis para argumentar a falta do repasse, inclusive o prefeito Percival Muniz (PPS) foi acusado de excesso de servidores em sua gestão.

O líder do prefeito, vereador Aristóteles Cadidé (PDT), iniciou a fala tentando remediar o atraso da folha de pagamento. Segundo o parlamentar, o motivo é porque o Paço teve um problema com sistema de pagamentos e além disto, parte do dinheiro foi redirecionado para a Coder. “Pegamos a gestão com problemas, se a prefeitura fosse uma empresa privada, teria falido em setembro de 2012”, comentou.

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Já o vereador Lourisvaldo Manoel de Oliveira, o Fulô (PMDB) discordou da fala do colega e disse que existe alguma coisa errada, já que o Paço arrecada cerca de R$ 50 milhões por mês. “Servidor é prioridade e tem que ser colocado em 1º plano, a prefeitura está passando por essa fase porque tem muita gente ‘mamando na teta de Percival’, discordo da fala da vossa excelência”, diz.

O discurso de Fulô tem coerência, pois na época do ex-prefeito José Carlos do Pátio (ex PMDB, agora SDD), a folha de pagamento do município era fechada em R$ 12,5 milhões, na gestão de Ananias Filho (PR) o montante chegava a R$ 9,5 milhões e hoje com a criação de sub-secretarias e vários cargos, Percival Muniz (PPS) paga uma folha de cerca R$ 17,5 (dados de agosto), quase o dobro do valor da última gestão.

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Cadidé por sua vez quis amenizar o clima tenso e  disse que ele estava se referindo a gestão passada e foi retrucado mais uma vez por Fulô que argumentou que na época do Zé do Pátio, ninguém teve seus salários atrasados.

OUTROS ARGUMENTOS

O vereador Rodrigo da Zaeli (PSDB) também se posicionou sobre o assunto, dizendo que não acredita que o motivo do atraso da folha aconteceu por causa da troca de um sistema. “Isso é conversa para boi dormir, já que outras Secretarias receberam o salário”, finalizou.

Thiago Silva (PMDB), lembrou que uma das promessas de campanha de Percival era fazer o concurso público. “Tem que fazer o concurso público, assim irá diminuir os gastos com os contratados além de deixar a ‘maquina enxuta’, declarou.

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