Em 2013, 280 profissionais em Mato Grosso deram início a formação em Libras -  Helenice Stela / Assessoria Seduc-MT
Em 2013, 280 profissionais em Mato Grosso deram início a formação em Libras –
Helenice Stela / Assessoria Seduc-MT

A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc/MT) promoveu a qualificação de 3,3 mil profissionais da rede na Língua Brasileira de Sinais (Libras) garantindo o atendimento dos cerca de 700 estudantes surdos matriculados nas escolas de ensino regular e no Centro de Atendimento ao Deficiente Auditivo (Ceada), em Cuiabá, nos últimos anos.

Dados da Gerência de Educação Especial da Seduc-MT apontam ainda que os investimentos asseguraram a contratação de 138 intérpretes e outros 30 instrutores de Libras. Os intérpretes são profissionais com formação superior que auxiliam o professor regente no atendimento a criança ou adolescente em sala de aula. Já o instrutor em Libras é um profissional surdo que atua diretamente na formação dos educadores nas unidades e também junto ao Centro de Atendimento a Pessoa Surda (CAS) – um departamento ligado ao Centro de Apoio e Suporte a Inclusão da Educação Especial Casies (Casies).

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A psicopedagoga Luzinete Almeida, da Gerência de Educação Especial da Secretaria, reconhece que ainda são grandes as dificuldades para o processo de inclusão, mas pontua que os investimentos tanto do Governo Federal, como estadual são contínuos. Neste ano, por exemplo, a Secretaria de Estado de Educação promoveu um curso de Libras destinado exclusivamente ao educador que atua junto à Sala de Recursos Multifuncionais onde não há presença de intérpretes da língua ou professores surdos.

Ela relembra que o Estado também disponibiliza 322 Salas de Recursos Multifuncionais, instaladas em um total de 261 escolas, de 102 municípios mato-grossenses. A Sala de Recursos é um espaço exclusivo para atendimento de alunos deficientes disponibilizando um conjunto de materiais didático-pedagógicos, mobiliário e softwares que visam diminuir as barreiras do aprendizado.

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Mesmo com os investimentos, Luzinete esclarece que o interesse de qualquer profissional é vital no processo de inclusão. “O professor possui autonomia para o seu aprendizado. É preciso que ele busque o processo e garanta sua continuidade, mas é preciso lembrar que a inclusão deve ocorrer o tempo todo em todos os ambientes”.

Ela ainda pontua que em 2013, 280 profissionais atuantes nas cidades de Juína, Primavera do Leste, Alta Floresta, Mirassol do Oeste, Barra do Garças, Sinop e Rondonópolis, deram início a formação em Libras. Cada um desses municípios tem 40 representantes. “No total, as aulas serão distribuídas em seis módulos com encerramento previsto para o primeiro semestre de 2014”.

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Para este ano, uma das metas previstas pela Gerência é a expansão do atendimento a formação continuada com a presença de um instrutor surdo em cada um dos 15 Centros de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação (Cefapros) instalados em Mato Grosso.

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