O governo venezuelano anunciou que começará na próxima terça-feira (14) a revisar os planos regionais de segurança pública no país, a fim de estabelecer critérios nacionais de combate à violência. O anúncio foi feito hoje (9) pelo ministro de Interior, Justiça e Paz, Miguel Rodríguez Torres. “Na terça, começaremos a revisão para que, dentro de um mês, tenhamos os planos em andamento e avançando. Dessa maneira, vamos começar a fase de supervisão e de envio dos recursos que cada região necessite para melhorar a segurança pública”, disse Rodríguez Torres.

O que motivou a medida do governo foi a morte da atriz e ex-miss Venezuela Monica Spear, de 29 anos, assassinada segunda-feira (6), durante assalto em uma rodovia estadual. Monica e o marido foram mortos quando voltavam a Caracas de uma viagem de férias. A filha do casal, uma menina de 5 anos, também foi atingida por um dos disparos, mas está fora de perigo.

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O crime comoveu o país. Houve protestos e missas na capital e em algumas cidades do interior. A criminalidade na Venezuela vem aumentando nos últimos anos – no ano passado, foram registrados mais de 24,6 mil assassinatos no país, mais que o dobro do total de dez anos atrás, conforme dados do governo.

Rodríguez Torres acrescentou que fará uma maratona pelo país e visitará dois estados por dia, para saber como os criminosos atuam em cada região do país.

Após a repercussão da morte da atriz, o presidente Nicolás Maduro disse que o incidente foi um “verdadeiro massacre” e afirmou que puniria com “mão de ferro” os assassinatos e homicídios. Ontem (8), Maduro convocou os ministros de estado para uma reunião no palácio presidencial. Também recebeu uma comitiva de artistas que foram pedir medidas na área de segurança pública.

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Apesar do aumento da criminalidade no país nos últimos anos, os índices de pobreza e miséria diminuíram. De acordo com as Nações Unidas, o país é o menos desigual da América Latina, porém é um dos mais violentos do continente.

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