Para evitar uma frustração da meta fiscal, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, acenou nesta sexta-feira com um aumento de impostos este ano. Segundo ele, essa é uma espécie de reserva que o governo tem para ser usada, se for necessário, para melhorar a arrecadação.

Em teleconferência para analistas estrangeiros, o ministro disse, contudo, que a projeção feita para o aumento de receitas é realista. Segundo ele, a projeção de alta da arrecadação administrada, que vem da cobrança de impostos, é de aproximadamente 8%. Já a previsão de aumento das receitas totais, que incluem arrecadação com royalties de petróleo e concessões, é de 10%.

O ministro lembrou que essa previsão de alta é nominal e, com a inflação, a estimativa não é tão alta. “Se compararmos com a trajetória de arrecadação, está em linha com o crescimento”, afirmou. Ele destacou que a concessão da banda larga de 4G trará receitas extraordinárias este ano, mas não fez previsões de valores.

Leia também:  Projeto prevê que cidadãos tenham acesso à lista de imóveis da Prefeitura de Rondonópolis

Energia. Os gastos adicionais com energia foram apontados pelos economistas como uma das fragilidades da meta fiscal anunciada na quinta-feira. O ministro nega que o tema seja motivo de preocupação e diz que o governo está preparado para cobrir eventuais despesas adicionais com o setor elétrico em 2014. Esses gastos extras devem-se ao acionamento das caras termelétricas que foram usadas para garantir o abastecimento do País.

“Podemos fazer sacrifício suplementar e contar com outras receitas que não foram previstas no Orçamento de 2014”, disse Mantega.

Mantega reafirmou que é preciso esperar até abril para que sejam feitos cálculos sobre as necessidades de possíveis aportes adicionais à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), com base no nível dos reservatórios das hidrelétricas no fim do período úmido. Ele assegurou, contudo, que a meta de superávit primário de 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB) será atingida mesmo se forem feitos aportes na CDE.

Leia também:  Daltinho deve abrir guerra contra Pátio, por comando do Solidariedade

“Por enquanto ainda não está claro se vai haver aumento de despesas de energia em 2014 e como vamos distribuí-las entre o setor público e as tarifas de energia”, disse.

O eventual aumento dos gastos deverá exigir um aporte na CDE. A conta é um fundo setorial responsável pelo pagamento de programas sociais do governo na área de energia, como o Luz para Todos. Também é usado para pagar o combustível utilizado pelas usinas termoelétricas e as indenizações às empresas que aceitaram renovar antecipadamente suas concessões – movimento que fez parte do plano para reduzir as contas de energia.

Ao contrário do ano passado, o governo já incluiu na Lei Orçamentária uma reserva R$ 9 bilhões para honrar essas despesas. Com essa reserva, a área econômica ganha tempo até decidir se vai repassar ou não parte desse custo para a tarifa.

Leia também:  Câmara concede Moção de Aplauso à Escola Carlos Pereira Barbosa
Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.