Os protestos iniciados há um mês, na Venezuela, causaram a morte de 28 pessoas e deixaram 265 feridos. O último balanço oficial foi divulgado hoje (13) pela procuradora-geral da República do país, Luisa Ortega Diaz, em reunião do Conselho de Nações Unidas para os Direitos Humanos, em Genebra, na Suíça. Na ocasião, Luisa lamentou o crescimento do número de mortes e o cenário “de violência e caos” no país.

“O que começou como uma manifestação pacífica, na Venezuela, transformou-se em violência e caos. O direito ao protesto não é absoluto”, declarou, insistindo que “os cidadãos têm o direito de se manifestar, de forma pacífica e sem armas”.

Só nesta semana quatro pessoas morreram nos estados de Táchira e Carabobo. Hoje, o governo informou ter detido seis pessoas em Valencia, capital de Carabobo, que teriam participado de um ataque a manifestantes, quarta-feira (12).

Leia também:  Cubanos entram na Justiça por salário integral e direito de ficar no país

Com os protestos diários, divididos entre manifestações pacíficas, atos de violência e formação de bloqueios em avenidas, aproximadamente 1.300 pessoas foram detidas.

Luisa Ortega contou que entre os mortos, na Venezuela, constam um procurador de Justiça e três guardas nacionais, e acrescentou que entre os 265 feridos, 109 são policiais.

O movimento estudantil fala, porém, que o número de feridos é maior, se forem computados todos os manifestantes atingidos pela repressão policial, que usa gás lacrimogênio e balas de borracha. O governo também investiga violações de direitos humanos por parte da Guarda Nacional Bolivariana.

Hoje, o Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, deu ordens às forças de segurança para controlar os focos de violência no país e deter quem financia os grupos violentos.

Leia também:  Telejornalismo da Globo recebe duas indicações ao Emmy Internacional 2017
Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.