Em suas quatro primeiras lutas no UFC, Godofredo Pepey perdeu três e venceu apenas uma, contra Miltinho Vieira, numa decisão dividida dos jurados contestada por muitos. Após dois nocautes sofridos diante de Felipe Sertanejo e Sam Sicilia, o cearense era tido como certo na lista de demissões da organização, mas ela não aconteceu. E Pepey, antes criticado, aproveitou a sobrevida e deu a volta por cima com um nocautaço para cima de Noad Lahat no primeiro round do evento em Natal, realizado no último domingo. Ele contou que não estava bem psicologicamente nos combates anteriores:

– Eu vinha de duas derrotas. Meu psicológico não estava bem para as lutas. Meu corpo e minha preparação estavam a mil, só que minha mente não estava legal. Não adianta você subir no octógono, porque ali só tem leão. É leão contra leão. A mente não estava legal, eu tinha como dar mais. Eu não estava bem por problemas na família, financeiros também. Às vezes as pessoas pensam que todo atleta do UFC é podre de rico, que não tem problema. Tenho preocupação. Tenho meus alunos, minha academia e minha equipe. Quando minha equipe não está bem, eu também não estou. Quando meu irmão não está bem, eu também não estou bem. Eu costumava muito puxar para mim problemas que não eram meus. Agora estou esvaziando e trabalhando mais a mente. Vocês viram que dei uma movimentada no começo da luta, mas não estourei o gás total. É isso, só melhoras, graças a Deus.

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Pepey passou a se consultar com um psicólogo e creditou sua evolução no octógono a isso:

– Meu acompanhamento psicológico me influenciou de zero a mil. O pessoal fala muito que psicólogo é coisa de louco (risos). Não é isso. Louco nada. Tem que melhorar na parte que está defeituosa. A parte que estava defeituosa era minha mente, minha cabeça, e foi isso que a gente acertou.

A joelhada voadora que “apagou” Noad Lahat rendeu um dos dois prêmios de “Performance da Noite” em Natal, no valor de cerca de R$ 120 mil, e foi resultado de muito treinamento na equipe Evolução Thai, em Curitiba. Pepey destacou o trabalho no muay thai, que é comandado pelo especialista na área André Dida:

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– Que nocaute! Treinei muito isso. Treinei esse golpe de forma específica. Meus treinadores André Dida, Godofredo Cláudio e Serginho Moraes me ajudam muito nessa parte. Eu deixo a estratégia para eles. Só sigo a estratégia deles. Quero ver se a galera vai dizer que meu cartão de visitas agora é o muay thai. Acredito que minha evolução foi de zero a mil. Curitiba é a Tailândia do muay thai no Brasil. Lá é pressão toda hora, tomando calor toda hora. Não é porque é lutador do UFC que chega e bate em todo mundo. Eu chego e tomo calor de todo mundo, por isso está dando frutos.

Pepey, agora, define a si mesmo como um lutador completo e avisa que o “leão acordou”:

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– Eu sou um lutador completo. Você tem que ser completo. Tenho meus valores, com certeza meu adversário tem os dele também. Mas é isso, às vezes a gente fica nervoso na luta, dá um branco. Sempre passo para os meus alunos o seguinte: não deu, não abaixa a cabeça. Mente de campeão, mente de leão. Tem que caçar, tem que entrar no ringue para caçar. Foi isso que eu fiz. O leão acordou.

A má fase foi embora, e o peso-pena cearense não quer outra coisa da vida:

– Tirei a urucubaca de vez (risos). Agora vamos para a vitória, vamos caçar mais momentos felizes na minha vida. Se Deus quiser, se Deus me permitir.

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