Os professores de Mato Grosso, tanto da rede estadual quanto da municipal, se organizam para participarem da Paralisação Nacional da Educação, que prevê protestos da categoria em várias partes do país. O movimento acontecerá a partir da semana que vem, entre dos dias 17, 18 e 19. No entanto, no Estado, não haverá paralisações na rede estadual, já que as escolas ainda não iniciaram o ano letivo de 2014, por conta da greve do ano passado.

“Mas nem por isso, os professores deixarão de fazer as mobilizações”, garante a secretária geral do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), Jucilene Barbosa. Conforme ela, os protestos serão realizados por meio de palestras e panfletagens no centro da Capital. “Serão 3 dias de intensa mobilização, onde os professores apresentarão dossiês que denunciam o abandono e a falta de infraestrutura nas escolas do Estado”.

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Ela ressalta que nos protestos dos professores estaduais não está incluída a greve, já que as aulas do ano letivo deste ano sequer iniciaram. “Ainda está havendo a atribuição das aulas por causa da greve do ano passado. Dessa forma, a mobilização se dará de acordo com as especificidades de cada escola”, detalha a secretária geral do Sintep. Lucilene ressalta que de Mato Grosso sairá 5 ônibus lotados de professores que irão participar do ato público que acontecerá em Brasília, no dia 19. Ela não soube precisar quantas escolas da rede municipal irão aderir à greve nacional e parar por 3 dias.

“O que posse dizer é que boa parte das unidades não terão aulas nesses dias”. No Estado, os professores da rede municipal já decretaram greve em 5 municípios, são eles: Várzea Grande, Sinop, Colíder, Nova Olímpia e Curverlândia. A paralisação nacional dos professores tem como mote a reivindicação do Piso Nacional da categoria, no valor de R$ 1.697, que não é implementado em nenhuma cidade de Mato Grosso. A categoria também exige do poder público reposição salarial acima da inflação; aprovação do Plano Nacional de Educação; destinação dos recursos dos royalties do petróleo para Educação; e que 10% do PIB brasileiro seja revertido para investimentos na área da Educação.

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