O primeiro Campeonato Mundial das modalidades olímpicas do ano é o de ciclismo pista, que tem início nesta quarta-feira, em Cali, na Colômbia. Atletas de 34 países participam em 19 provas, mas o velódromo não está agradando. O ginásio onde a competição será realizada não é completamente coberto e a pista tem sido molhada constantemente.

Assim como aconteceu nos últimos anos, o Brasil não participa do evento, mesmo este sendo realizado na “vizinha” Colômbia, que tem tradição na modalidade, com cinco medalhas na história da competição.

O ciclismo em velódromo do Brasil não participa de uma Olimpíada desde 1996, em Atlanta, e não ganha uma medalha em Jogos Pan-Americanos desde a edição de 1995, na Argentina. Para 2016, o Brasil terá o direito de levar pelo menos dois atletas, pelo fato de sediar as Olimpíadas.

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Segundo Flávio Cipriano, principal atleta do país na atualidade, o Campeonato Mundial de 2014 não era a prioridade para a temporada:

– O Mundial não está em nossos planos por enquanto, queremos estar bem preparados para as etapas da Copa do Mundo no segundo semestre e aí sim focaremos no mundial do ano que vem, com uma carga cada vez maior de treinos – justifica o atleta, que está na Suíça para algumas competições internacionais.

Para se classificar para o Campeonato Mundial, os brasileiros precisariam estar melhores colocados no ranking, que leva em conta as principais competições do planeta. Flávio Cipriano está na posição de número 60 no ranking de sua principal prova, o Keirin, competição de oito voltas no velódromo de 500 metros. Mesmo longe da classificação do Mundial, Flavio está confiante para as Olimpíadas de 2016:

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– Minha meta é estar até o fim deste ano entre os 15 melhores do mundo no Ranking. O técnico do centro de treinamento aqui na Europa, o britânico Carswell Thimoty, diz que podemos até brigar por medalhas em 2016.

A Grã Bretanha é a grande potência da modalidade. Nas Olimpíadas de Londres, em 2012, o país levou sete das dez medalhas de ouro em disputa na competição, para a festa do público que lotou o velódromo. Laura Trott venceu, na ocasião, a prova de Omnium, que elege a ciclista mais completa já que soma os resultados de seis provas diferentes, e é o grande nome da delegação no Campeonato Mundial de Cali.

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O time britânico, porém, está renovado. Chris Hoy, porta bandeira da equipe nas Olimpíadas de Londres, e dono de seis títulos olímpicos se aposentou ano passado, assim como Victoria Pendleton, que tem no currículo três medalhas olímpicas. Mesmo assim, a Grã Bretanha está com uma equipe muito competitiva para o Mundial de Cali, com uma mistura de gerações em busca de aumentar ainda mais a coleção de medalhas na competição, que no momento é de 218.
O Campeonato Mundial começa nesta quarta-feira com quatro disputas de medalhas:As finais da velocidade por equipes no masculino e feminino, da perseguição masculina e o Scratch feminino.

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