Antes de entrar na pista, sorrisos largos e ansiedade. Nada mais justo para quem estava prestes a fazer história na Fórmula 1, ainda mais diante dos fãs britânicos. Mas assim que começou o primeiro treino livre para o GP da Inglaterra, pouco durou a primeira participação de Susie Wolff. A escocesa de 31 anos mal teve tempo de se acostumar com o carro da Williams no circuito de Silverstone quando, após 20 minutos de sessão, o FW36 apresentou um problema na pressão do óleo e a forçou a abandonar a atividade. Com isso, Susie pôde completar apenas quatro voltas cronometradas e ficou com o último tempo da sessão (1m44s212). O suficiente para quebrar uma marca: interromper um jejum de 22 anos sem uma mulher em um fim de semana oficial de GP. De quebra, nos primeiros minutos, sentiu o gostinho de liderar a classificação, quando apenas três carros tinham ido à pista.

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– Claro que é extremamente decepcionante, ainda mais sendo a pista em minha casa. Mas corrida é isso. Sei disso há anos. No automobilismo pode haver altos e baixos. O lado positivo é que tenho mais uma bala para gastar. Vou para Hockenheim e mostrarei o que posso fazer – prometeu Susie, lembrando que participará de mais uma sessão, na Alemanha.

A última representante do sexo feminino na F-1 era a italiana Giovanna Amati, que em 1992 disputou treinos classificatórios em três ocasiões tentando, sem sucesso, classificar-se para as corridas. Susie é a sexta mulher a participar de um fim de semana de GP. A primeira foi Maria Teresa de Filippis (1958 a 59) e a segunda, sua compatriota Lella Lombardi (74 a 76). Depois vieram a britânica Divina Galica (76 e 78), a sul-africana Desire Wilson (80) e a italiana Giovanna Amati (92). Apenas as duas primeiras chegaram a disputar provas oficiais, enquanto Lella foi a única a atingir a zona de pontuação: marcou 0,5 ponto no GP da Espanha de 1975.
Apesar da participação de Susie no treino livre, a Williams não tem planos para, futuramente, efetivá-la ao cargo de titular. No entanto, ela ainda voltará a guiar o FW36 de Valtteri Bottas no primeiro treino livre para o GP da Alemanha, daqui a duas semanas.
A chefe da equipe, Claire Williams, lamentou muito o que aconteceu com Susie:

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– Ela colocou uma grande quantidade de trabalho nisso. Ela realmente colocou sangue, suor e lágrimas no que ela i fazer hoje. Por isso, acontecer o que aconteceu hoje mostra que a vida e a Fórmula 1 podem ser cruéis às vezes. Mas ela sabe que vai voltar ao carro na Alemanha. O mais importante é que ela não fez nada de errado hoje, foi algo errado com o carro. Quem sabe o que ela teria feito se tivesse mais tempo… Vamos ver o que ela será capaz na Alemanha – ponderou Claire à revista inglesa “Autosport”.

A mulher mais perto de participar de uma corrida e acabar com o outro tabu que dura desde 1976 é a suíça Simona de Silvestro, que assumiu o cargo de “pilota-afiliada” da Sauber nesta temporada e está sendo preparada pela equipe de seu país para poder estrear na F-1 no próximo ano.

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