Bernie Ecclestone aumentou a oferta, e o tribunal de Munique, na Alemanha aceitou a proposta de pagamento de US$ 100 milhões (aproximadamente R$ 220) para que o julgamento do chefão da Fórmula 1 por acusações de suborno e corrupção seja encerrado. De acordo com o promotor responsável pelo caso, o dirigente de 83 anos deverá efetuar o depósito de US$99 milhões para os cofres do estado da Baviera, onde correu o processo, e US$ 1 milhão para uma fundação infantil. Este é o maior acordo desta natureza na história da justiça alemã.

No dia 30 de julho, Ecclestone ofereceu 25 milhões de euros (cerca de R$ 75 milhões) ao banco BayernLB, que moveu a ação contra o britânico. O banco alega ter sofrido perdas econômicas de mais de R$ 200 milhões na venda de sua parte das ações da Fórmula 1 em 2006. A empresa afirma que Ecclestone teria subavaliado o valor das ações do banco alemão para facilitar a venda para a CVC, em negociação que o manteve como diretor executivo da categoria.

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– Os procedimentos serão temporariamente suspensos com o acordo da promotoria e da acusação – disse o juiz Peter Noll, acrescentando que a idade avançada do réu foi levada em conta na decisão.

No processo, o dirigente foi acusado de ter repassado 44 milhões de euros (cerca de R$ 136 milhões) ao banqueiro alemão Gerhard Gribkowsky, ex-diretor de riscos do BayernLB na época, para assegurar a transação. Gribkowsky foi condenado a oito anos e meio de prisão pelo mesmo Tribunal de Munique pelas acusações de não declaração da quantia, desvio de dinheiro e fraude fiscal.

 

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