A corrente de orações feita pelos torcedores e fãs após o grave acidente de esqui sofrido por Michael Schumacher mostrou que o ex-piloto alemão continua sendo uma das principais referências da Fórmula 1. Há exatos 10 anos, o ícone da Ferrari conquistava seu sétimo e último título mundial, com o segundo lugar no GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps, em 29 de agosto de 2004.

A impressionante marca veio para reforçar ainda mais o currículo já repleto de recordes de Schumi, que despontou na Fórmula 1 no início dos anos 1990 e foi o maior responsável por reconduzir a Ferrari ao caminho das vitórias. Relembre a seguir os fatos que levaram o alemão à conquista do heptacampeonato, e saiba também como foi cada um dos títulos conquistados por ele ao longo de 19 temporadas dedicadas à categoria mais nobre do automobilismo mundial.

O GP da Bélgica de 2004

Já recordista de títulos da Fórmula 1, com seis campeonatos no bolso, Michael Schumacher começou a temporada 2004 disposto a mostrar para sua legião de fãs que poderia ser ainda mais soberano. No auge da forma, aos 35 anos, o alemão esteve imbatível nas cinco primeiras etapas, com vitórias nos GPs da Austrália, Malásia, Bahrein, San Marino e Espanha.

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A sequência triunfante do piloto da Ferrari só foi quebrada em Mônaco, quando Schumi foi forçado a abandonar após colidir em Juan Pablo Montoya no túnel do charmoso circuito de rua de Monte Carlo, com o safety car na pista. Anfitrião na prova seguinte, disputada em Nürburgring, ele voltou ao lugar mais alto do pódio e retomou a campanha irretocável, costurando outras sete vitórias consecutivas.

Após a etapa da Hungria, Schumacher liderava o campeonato com folga, mesmo com o abandono em Mônaco. O alemão somava 120 pontos, 38 à frente do companheiro Rubens Barrichello. Na Bélgica, apenas o piloto brasileiro ainda tinha chances matemáticas de tirar o título de Michael. Mas bastava que Schumi fizesse dois pontos a mais que Rubinho em Spa-Francorchamps para que o campeonato fosse decidido por lá, com cinco etapas de antecedência.

O treino classificatório foi realizado em pista molhada, e o italiano Jarno Trulli, que havia vencido em Mônaco após largar da pole position, conquistou a ponta do grid pela segunda vez na temporada. Mas Schumacher garantiu sua presença na primeira fila ao ficar a apenas 0s072 do tempo registrado pelo adversário da Renault. O alemão, no entanto, não fez uma boa largada e perdeu posições para Fernando Alonso, também da Renault, e David Coulthard, da McLaren.

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O primeiro acidente da prova aconteceu na subida da célebre curva Eau Rouge. Mark Webber, da Jaguar, bateu em Takuma Sato, da BAR, após acertar a asa traseira da Ferrari de Barrichello. O brasileiro precisou fazer uma parada para trocar a peça, e o safety car foi acionado. Na volta da bandeira verde, a corrida começou a ser dominada por Kimi Raikkonen, então um dos nomes mais promissores da nova geração de pilotos da F-1. O finlandês ultrapassou Schumacher e, com o abandono de Alonso por um problema no motor e o mau rendimento do carro de Trulli, assumiu a liderança.

Com a corrida na metade, Schumacher era o segundo e Rubinho ocupava a quinta posição – resultado que garantiria o hepta adiantado para o alemão. Mas, a 13 voltas para o fim, Jenson Button teve o pneu traseiro direito de sua BAR estourado e bateu na Minardi do retardatário Zsolt Baumgartner. Ambos abandonaram a prova, e o safety car foi novamente acionado. Na relargada, Kimi liderava, seguido por Schumi, Juan Pablo Montoya, da Williams, e Rubinho. O pneu do colombiano Montoya estourou na volta 37, e Schumacher se viu acompanhado de perto pelo companheiro da Ferrari.

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A agitada corrida no circuito belga ainda teria mais uma intervenção do safety car, quando Coulthard bateu na traseira de Christian Klien, da Jaguar, e deixou destroços na pista. Na relargada, Schumacher tratou de acompanhar o líder Raikkonen para garantir o segundo lugar e oito pontos. A terceira colocação de Rubinho, valendo seis pontos, era suficiente para transformar o alemão no único piloto heptacampeão da categoria. O feito foi alcançado no mesmo circuito onde Michael fez sua estreia na F-1, pela Jordan, em 1991, e onde conquistou sua primeira vitória, um ano depois, já com a Benetton. O ex-piloto da Ferrari ainda continua como recordista de triunfos em Spa-Francorchamps, com seis (1992, 1995, 1996, 1997, 2001 e 2002).

 

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