A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras marcou para a manhã do dia 8 de outubro (quarta-feira) o depoimento de Meire Bonfim Poza, ex-contadora do doleiro Alberto Youssef.

De acordo com reportagem da revista Época, ela revelou, em depoimento à Polícia Federal, que mais de 50 empresas estão envolvidas no esquema de lavagem de dinheiro que era comandado pelo doleiro.

Os pedidos para o depoimento da contadora foram feitos por oito parlamentares, entre eles o deputado Marco Maia (PT-RS), relator da comissão. Maia argumentou que, segundo as denúncias, Meire Poza auxiliava Alberto Youssef na lavagem de dinheiro.

Documentos recebidos
Além de ouvir Meire Poza, a CPI já pode examinar os depoimentos colhidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba. Essa documentação chegou à comissão de inquérito na última quarta (24). No despacho, o juiz Sérgio Mouro explica que, além das alegações da contadora, está disponível o material apreendido na Arbor Contabilidade (empresa de Meire), que é objeto do inquérito policial.

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Conselho de Ética
Em agosto, Meire esteve no Conselho de Ética da Câmara, onde disse que o deputado Luiz Argôlo (SD-BA) recebeu dinheiro do doleiro e que os dois mantinham “negócios ilícitos”. Em 3 de junho, a CPMI aprovou mais de 200 requerimentos, entre eles o da convocação do doleiro Youssef. O depoimento dele, no entanto, não foi marcado ainda.

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