Peregrinos caminham sobre ponte no último dia do Hajj, em Mina, Arábia Saudita (Foto: Muhammad Hamed/Reuters)
Peregrinos caminham sobre ponte no último dia do Hajj, em Mina, Arábia Saudita (Foto: Muhammad Hamed/Reuters)

Mais de dois milhões de fiéis muçulmanos se preparavam para deixar Meca nesta segunda-feira (6), após sua peregrinação anual, marcada pelo forte compromisso dos líderes sauditas em lutar contra os extremistas.

Centenas de milhares de fiéis se dirigiam nas primeiras horas desta segunda-feira a Mina, perto de Meca, onde ocorre um último ritual que consiste em lançar pedras contra três pilastras que simbolizam Satã.

Este ritual, que começou no sábado, no primeiro dia do Aid (festa do sacrifício), dura três dias. Alguns peregrinos o fazem em dois dias para poder deixar antes os lugares sagrados.

‘Gostaria de ficar aqui para sempre e de não voltar para casa’, afirmou em árabe Um Mohamed, uma indonésia de 58 anos.

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Após o apedrejamento, os peregrinos celebram o Tawaf, que consiste em circular sete vezes a Kaaba, o edifício mais sagrado de Meca. Depois deixam a cidade.

O hajj transcorreu sem incidentes graves. Segundo a agência oficial Spa, 14 peregrinos foram feridos no domingo ao tentar escalar uma colina em Mina.

Mais de 70.000 agentes de segurança se mobilizaram na zona para supervisionar os movimentos dos fiéis e assegurar sua segurança, indica o chefe do centro de segurança eletrônica do hajj, o general Abdullah al-Zahrani.

‘Não ocorreram falhas de segurança durante o hajj’, afirma este funcionário de alto escalão, cuja equipe utilizou mais de 5.000 câmeras de vigilância, inclusive na Grande Mesquita.

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Nenhum caso de Ebola
O general Zahrani afirma que 380.000 fiéis foram rejeitados porque não tinham a permissão necessária para o hajj.

Esta decisão ajudou a descongestionar as estradas ao redor dos locais sagrados que costumavam estar bloqueadas pelos peregrinos ilegais que acampavam nelas, comprovou um correspondente da AFP.

Mais de dois milhões de pessoas participaram da peregrinação neste ano, das quais cerca de 1.389.000 eram do exterior.

Diversos presidentes, como o sudanês Omar al-Bashir, fizeram a peregrinação, que transcorreu em um contexto tenso no Oriente Médio pela guerra contra os jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI).

O rei Abdullah reafirmou no domingo o compromisso da Arábia Saudita, que participa da campanha de ataques aéreos contra o grupo EI no Iraque e na Síria, contra os jihadistas. O extremismo religioso ‘é um fator de perversão, que podemos remediar apenas com sua erradicação’, declarou.

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O grande mufti saudita, o xeque Abdel Aziz al-Sheikh, convocou um golpe ‘com mão de ferro (…) contra os inimigos do Islã’, quando se dirigiu na sexta-feira aos fiéis reunidos no Monte Arafat, perto de Meca.

A peregrinação esteve cercada por fortes medidas de segurança para proteger os fiéis de dois vírus mortais, o Ebola e o coronavírus MERS, que deixou 300 mortos na Arábia Saudita.

O ministro saudita da Saúde, Adel Fakih, afirmou nesta segunda-feira que nenhum caso de infecção havia sido detectado.

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