Vinte trabalhadores que vivem da reciclagem foram beneficiados com o envio de material de campanha eleitoral doados pela 10ª Zona Eleitoral de Rondonópolis. O projeto “União Cidadã: Recicla Rondonópolis” já reciclou e vendeu a metade do material doado para uma empresa de Campo Grande (MS) e o lucro da venda foi dividido entre os associados. A Recicla tem parceria com aproximadamente 20 órgãos públicos e empresas privadas.

A presidente, Jussineide Correia da Silva, também coordena um projeto de conscientização de crianças, com palestras em escolas sobre a importância da reciclagem. A iniciativa vem dando certo, pois muitos dos associados foram atraídos por meio desta iniciativa, após serem incentivados pelos filhos.

A cooperativa também ajudou muitos catadores de rua, que viram no projeto a possibilidade de qualificação e segurança profissional.

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Foram entregues a cooperativa três caminhões cheios de papéis, plástico e papelão. A presidente Jussineide comemora a parceria com a Justiça Eleitoral. “Foi muito gratificante o recebimento de material por parte do cartório, pois soma com o salário recebido pelos associados e ajuda muitas famílias. Aqui nós trabalhamos por amor, em benefício do meio ambiente e com objetivo de manter nossa cidade limpa”.

Cidade Limpa – A campanha Cidade Limpa, em Rondonópolis, é aplicada desde 2012. Com o slogan ‘Candidato que joga santinho na rua não respeita a sua cidade’, o projeto teve uma ampla divulgação nos meios de comunicação do município. A ação objetiva conscientizar candidatos, partidos e coligações sobre a necessidade de coibir a prática de propaganda ilícita consistente no derramamento de santinhos e de sobra de material de propaganda em desobediência à lei eleitoral.

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A juíza da 10ª Zona Eleitoral, Maria Mazarelo Farias Pinto, responsável pelo projeto Cidade Limpa em Rondonópolis, defende a extinção da propaganda eleitoral em papel.

“A sociedade tem que tomar consciência da responsabilidade que temos com os recursos naturais. Temos que implementar ações para que o dinheiro que poderia estar empregado em causas sociais importantes não seja jogado no lixo. A campanha eleitoral deveria ser somente em meio eletrônico, abolindo qualquer desperdício de material. São milhões jogados pelo ralo, além da contaminação do meio ambiente”, disse.

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