Infelizmente não temos no Brasil, uma cultura que valorize o erro, porém são nas situações adversas que grande parte do aprendizado acontece, quando algo sai do planejado, eis uma oportunidade para rever alguns conceitos e práticas e tentar de uma nova maneira.

Quem erra tem história e em um ambiente que não utiliza a falha como uma forma de aprendizado essa história fica velada, o indivíduo esconde a falha com medo da punição e não possibilita que outros possam aprender com o ocorrido ou que se melhore o processo produtivo.

No RH também não é diferente, em muitas entrevistas de emprego questiona-se apenas as conquistas e os fatos positivos do candidato, sabemos que a vida não é somente de alegrias. É importante saber como a pessoa lida com situações imprevistas, erros e como se comporta quando algo dá errado.

Uma pessoa que já tenha errado em outra ocasião e aprendido com isso é muito pouco provável que venha a comete-lo novamente. Errar faz parte do processo de aprendizado e de inovação.

Thomas Edison errou inúmeras vezes durante um ano para inventar a lâmpada incandescente, testando inúmeros tipos de materiais e mesmo assim quando questionado sobre seus erros ele dizia que estava encontrando materiais que não davam certo para o seu projeto.

Do modo que os produtos e serviços estão se reinventando a toda hora, não há espaço para empresas que ficam em sua zona de conforto fazendo tudo igual. Como são compostas por pessoas, nada mais justo que participem também desse processo de inovação.

Quando se tem um propósito, o erro é gerador de conhecimento e melhoria para a organização, mas ao contrário, o erro pelo erro, aquele no qual o foco está na ação causadora e não no ganho futuro punindo o indivíduo, esse deve ser visto apenas como um custo e uma perda de tempo. Nesse caso é melhor ficar na zona de conforto sem correr riscos e aproveitar enquanto a maré está ajudando.

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