O presidente da França, François Hollande, elogiou a ação das forças de segurança que resultou na morte de três suspeitos de terrorismo, pouco depois das 17h de hoje (14h no horário de Brasília). Dois deles atacaram, quarta-feira (7), o semanário satírico francês Charlie Hebdo e um fez cinco reféns, sexta-feira (9), em um supermercado judeu. Os dois atentados acabaram com 19 mortos e 20 feridos.

O líder francês pediu “vigilância” à população, ressaltando a necessidade de os franceses serem “cautelosos” neste momento, mesmo com a segurança reforçada no país. Após três dias do atentado ao jornal, Hollande disse que o país “enfrentou”, mas “ainda não pôs fim, às ameaças de que é alvo”.

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“A França, apesar de estar consciente de as ter enfrentado, apesar de saber que pode contar com as forças de segurança, com homens e mulheres capazes de atos de coragem e bravura, ainda não acabou com as ameaças”, enfatizou.

Como fez logo após o ataque à sede do semanário Charlie Hebdo, Hollande pediu unidade à nação. “Venho apelar para a vigilância, unidade e mobilização”, disse. O presidente ressaltou que a França deve rejeitar o racismo e o antissemitismo. Para ele, os responsáveis pelo atentado são “fanáticos” e “não têm nada a ver” com a religião muçulmana.

O líder francês agradeceu os gestos de solidariedade dos vários chefes de Estado e de populações de diferentes países e chamou os franceses a participarem da marcha marcada para a tarde de domingo (11), em Paris. A manifestação havia sido convocada imediatamente depois do atentado contra o jornal Charlie Hebdo.

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