A divulgação dos resultados dos exames antidoping surpresa de Jon Jones geraram mais dúvidas do que certezas. Se a presença da benzoilecgonina, metabólico principal da cocaína, foi o que mais chamou atenção, especialistas em doping apontaram que as taxas de testosterona/epitestosterona do campeão peso-meio-pesado do UFC também eram suspeitas. Preso em 2005 por participar de um esquema de distribuição de esteroides, o especialista Victor Conte, atualmente envolvido no desenvolvimento de suplementos legais para lutadores de boxe, questionou os resultados nas redes sociais e sugeriu que a Comissão Atlética do Estado de Nevada (NSAC) realizasse exames de isótopo de carbono, considerados mais confiáveis para apontar uso exógeno de testosterona.

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O diretor executivo da NSAC, Bob Bennett, todavia, garantiu à imprensa americana nesta quinta-feira que esse tipo de teste também foi realizado com as amostras obtidas de Jones e, novamente, apenas apontaram o uso de cocaína.

– Testes de isótopo de carbono foram feitos e, de acordo com nosso médico, nenhum dos resultados foram preocupantes. O único negativo foi testar positivo para metabólicos da cocaína. Nós recebemos muitos e-mails sobre (o possível abuso de) testosterona. Temos um médico com quem trabalhamos cujo trabalho tem sido impecável nos últimos sete meses. Ele não tem nenhuma preocupação com os últimos dois exames – disse Bennett ao site “Bleacher Report”.

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Os resultados da taxa de epitestosterona/testosterona nos três exames feitos por Jones – dois em 4 de dezembro e um em 18 de dezembro – foram todos abaixo do nível normal para homens. O valor de referência comum é de 1/1, e Jones apresentou 0.35/1 no primeiro exame, 0.29/1 no segundo e 0.19/1 no terceiro.

Segundo o “Bleacher Report”, a comissão ainda aguarda o resultado do exame antidoping pós-luta de Jon Jones, e suas amostras coletadas na ocasião também passarão pelo teste de isótopo de carbono. Na próxima segunda-feira, o caso do campeão dos pesos-meio-pesados do UFC deve ser discutido numa reunião da entidade, assim como uma possível mudança nos protocolos antidoping do órgão motivada pelo fiasco.

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