Foto: Reprodução / Internet
Estima-se que mais de 145 milhões de cópias do livro tenha sido vendidas – Foto: Reprodução / Internet

A partir deste ano, o texto O Pequeno Príncipe, do escritor e ilustrador Antoine de Saint-Exupéry, passa a ser de domínio público, ou seja, pode ser usado livremente, sem a necessidade de aval ou pagamento de direitos autorais aos herdeiros. Obras artísticas de uma forma geral são liberadas no primeiro dia do ano seguinte em que se completam 50 ou 70 anos da morte do autor – o celebrado escritor francês faleceu em 31 de julho de 1944, aos 44 anos, quando o avião que pilotava caiu na região de Córsega.

A obra Le Petit Prince foi publicada pela 1ª vez em 1943, quase simultaneamente em francês e inglês. Saint-Exupéry e sua mulher viviam nos Estados Unidos desde 1941, quando imigraram da França para “ajudar a convencer o país a se juntar na luta contra o nazismo”, segundo informações de Olivier d’Agay, diretor da Sucessão Antoine de Saint-Exupéry, que reúne os herdeiros da família do escritor.

Leia também:  Após ajustes, U2 anuncia que novo álbum está pronto e divulga primeira música

A editora americana de Saint-Exupéry o convenceu a escrever um conto infantil, uma história de Natal. Foi assim, em um contexto de exílio e de guerra, que nasceu o personagem que se tornaria um ícone da literatura infantil mundial. O manuscrito original do conto, com aquarelas do próprio autor, está preservado na Pierpont Morgan Library, em Nova York.

Estima-se que cerca de 145 milhões de cópias de O Pequeno Príncipe tenham sido vendidas em todo o mundo – 2 milhões no Brasil.

O texto foi traduzido para o português em 1954 por Dom Marcos Barbosa e ocupa até hoje a lista dos livros infantojuvenis mais comercializados, apesar de ter ficado estigmatizado por ser citado, frequentemente, pelas candidatas em concursos de miss. A mais recente versão foi publicada em 2014, com tradução de Ferreira Gullar, pela editora Agir.
Ao longo das décadas, o texto de Saint-Exupéry virou filme, peça de teatro e exposição e O Pequeno Príncipe passou a ser comercializado em uma infinidade de produtos – de cadernos a lápis, passando por camisetas, canecas, papel de parede e produtos de beleza.

Leia também:  Rodrigo e Thayane | "Nós estamos sonhando e vivendo os sonhos"

Para 7 de outubro deste ano, nos Estados Unidos, está prevista a estreia do filme O Pequeno Príncipe, dirigido por Mark Osborne (Kung Fu Panda). O primeiro trailer foi divulgado no fim de 2014 e traz a canção Somewhere Only We Know, de Keane, na voz da cantora Lily Allen. Aqui está o trailer divulgado em francês:

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=I9L1zRAlYYQ[/youtube]

A história. Dirigido inicialmente às crianças, o conto conquistou também adultos ao tratar de questões filosóficas profundas de forma bastante poética.

A história começa quando o avião do narrador entra em pane, deixando-o preso no deserto do Saara. A água que trazia daria apenas para oito dias – era o prazo para que arrumasse a aeronave.
Certa manhã, o narrador é despertado pelo Pequeno Príncipe. O então desconhecido lhe pede para desenhar um carneiro e o narrador logo diz que não sabe – ele havia vivido experiências traumáticas com desenhos; quando criança, desenhara um elefante engolindo uma jiboia, mas as pessoas grandes viam apenas a imagem de um chapéu. O narrador faz algumas tentativas e os dois travam um diálogo de fantasia e aproximação.

Leia também:  Depois de 25 anos | Caetano Veloso regrava música composta por Roberto e Erasmo Carlos

O narrador e o Pequeno Princípe conversam, então, sobre o drama dos baobás, o pôr do sol, uma belíssima flor e sobre visitas que fez a diversos planetas – até chegar à Terra.

Ao longo da narrativa, o Pequeno Príncipe encontra personagens que simbolizam as inúteis inquietações dos adultos e mostra o quão simples pode ser o modo de encarar a vida.

Serviço
O Pequeno Príncipe
Antoine de Saint-Exupéry
Tradução: Ferreira Gullar
Editora: Agir
Preço: R$ 34,90

Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.