Felipe Massa e Valtteri Bottas estão com a bola cheia na Williams. Após uma temporada de 2014 onde ajudaram a reerguer a tradicional equipe inglesa, ambos foram cobertos de elogios pelo diretor técnico Pat Symonds. Em entrevista ao site oficial da Fórmula 1, o dirigente foi solicitado a analisar o potencial de sua atual  dupla e se seus pilotos têm “gene de campeão”, tendo em vista que trabalhou com grandes nomes da história da categoria, como Ayrton Senna (anos 1980 na Lotus), Michael Schumacher (anos 1990 na Benetton) e Fernando Alonso (anos 2000 na Renault). Primeiro, Symonds rasgou elogios a Bottas, o comparou aos grandes astros com quem trabalhou e diz confiar que o jovem finlandês de 25 anos será campeão mundial futuramente.

– É difícil avaliar os pilotos com precisão. O primeiro piloto top que trabalhei foi Senna nos anos 80, depois Schumacher nos anos 90 e com Fernando em meados de 2000, cerca de dez anos de intervalo entre cada um. Agora completamos dez anos da primeira conquista de Fernando, e temos Valtteri como o jovem piloto que muitos acham ser capaz de fazer isso também. Tenha em mente que dez anos é uma vida na F-1, e os requerimentos reais dos pilotos mudaram significativamente. Você mencionou a palavra “gene”, e acho que á algo nessa palavra. Algo que há dentro do esportista que é um fator comum. Vários fatores, na verdade. Todos têm o desejo de vencer, mas alguns deles têm essa paixão ardente, a crença absoluta de que podem fazer isso. Hoje em dia há pilotos que são absurdamente rápidos,  mas eles duvidam de si mesmos às vezes –  e no minuto que um esportista duvida de si mesmo, ele já está derrotado. O que vi nos grandes pilotos com quem trabalhei, também vejo em Valtteri. Ele se acha quase que no direito de ser campeão. Existem outras características do chamado “gene campeão”, como atenção nos detalhes e ética no trabalho. Essas coisas não vêm facilmente. Em Valtteri eu vejo todas essas coisas que vi nos outros nesses 30 anos. Portanto, tenho todas as esperanças de que ele será um campeão – analisou.

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O mesmo potencial de ser campeão de Bottas, Symonds também vê ressurgido em um “novo Felipe Massa”. O dirigente lembra que o brasileiro já disputou títulos na carreira e que só não levantou a taça em 2008 por um detalhe do destino. Para Pat, a Williams “acordou” o veterano de 33 anos, que estava em baixa na Ferrari desde que voltou de seu grave acidente no GP da Hungria de 2009, quando ficou boa parte da temporada fora depois de ser atingido no capacete por uma mola.

– A avaliação de Felipe é muito mais interessante. Muita gente sabe que Felipe já foi capaz de vencer campeonatos, por que ele quase o fez em 2008. Depois do acidente na Hungria, um monte de gente pensou “bem, ok Felipe, é uma pena”. O que vimos na Williams é que nós o despertamos. E não é porque se fizermos um carro suficientemente bom ele também poderá ganhar. Na parte final de 2014 ele foi uma revelação. Foi um Felipe que não vimos nos últimos anos – destacou.

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E sobre as possibilidades de a Williams ser campeã em 2015, Symonds foi cauteloso. Ele traçou como meta superar a campanha de 2014, quando a equipe terminou em terceiro lugar no Mundial de Construtores, atrás apenas de Mercedes e RBR.

– Não há nada a fantasiar sobre ganhar campeonatos. O que realisticamente quero é manter e melhorar o que alcançamos. A última temporada foi grandiosa, chegando em terceiro lugar. Foi uma pena a Williams não ter vencido uma corrida, por isso seria bom vencer este ano. Acredito que podemos terminar entre os três primeiros novamente. Fixei minhas aspirações para este ano em ser melhor do que fomos em 2014 – concluiu.

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