Do início do ano para cá, Alan Fonteles já havia disputado cinco corridas, todas elas entre atletas convencionais. Longe de representar uma aspiração olímpica neste momento, as provas faziam parte da retomada de sua forma nas pistas. Se o peso ainda não é o ideal, pelo menos o cronômetro indica que o brasileiro está no caminho certo. No retorno às competições internacionais, o paraense venceu com folgas os 100m rasos da classe T43 do Open Paralímpico Internacional e bateu o índice necessário para garantir vaga nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto, em agosto.

Alan se afastou do esporte por quase um ano, logo após o Mundial de atletismo de Lyon. Nesta temporada sabática, ganhou peso e deixou de compor a seleção brasileira. Mesmo tendo disputado dois eventos paralímpicos no ano passado e cinco com atletas sem deficiência este ano, ele segue treinando apenas em seu clube. No último fim de semana disputaria o evento “Bolt contra o tempo”, mas um problema na válvula de uma de suas próteses impediu sua participação.

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Nesta quinta-feira, de volta a um evento internacional, Alan precisava correr abaixo de 13s40 para carimbar o passaporte para o Canadá. Já nas eliminatórias, apesar da largada ruim, o campeão mundial se recuperou a tempo de cruzar a linha de chegada cravando 11s. Na final, disputada na parte da tarde, a marca subiu para 11s33, mas foi suficiente para leva-lo ao topo do pódio.

– Eu queria dizer que o Alan está de volta. Teve gente que ficou descrente, que ficou preocupada por eu não correr o desafio do Bolt. Eu peço desculpas aos fãs por não ter corrido no domingo, mas eu estou de volta. (…) Minha velocidade está voltando aos poucos, e a força também. É ir treinando que nas principais competições vou estar bem. Treinando ao máximo desde janeiro. Estou treinando em dobro para chegar o mais rápido possível na melhor forma – disse Alan, que evitou falar sobre seu peso ideal.

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Ainda nas provas de pista, o destaque do dia foi a sul-africana Ilse Hayes, que quebrou ainda nas eliminatórias o recorde mundial dos 100m na categoria T13 (baixa visão). Com o tempo de 11s89, ela baixou em um centésimo a marca que pertencia à cubana Omara Durand desde os Jogos Parapan-Americanos de Guadalajara, em 2011.

– Eu competi aqui no ano passado e a pista e o clima são muito bons. Estou entusiasmada para os Jogos do Rio-2016. É outra parte do país que eu nunca estive e que não sei como são as condições por lá, mas fico muito feliz em poder voltar ao Brasil.

Dentre os principais nomes do Brasil, Terezinha Guilhermina confirmou o favoritismo e faturou o ouro na classe T11. Verônica Hipólito, que liderou as eliminatórias na T38, não pôde correr a final devido à desistência de uma das adversárias – a prova não obteve o número mínimo de participantes. No duelo entre Yohansson Nascimento e Petrúcio Ferreira, na prova que uniu as classes T46 e T47, melhor para o jovem pernambucano. Com 10s88, Petrúcio levou o ouro, com Washington Assis em segundo e Yohansson completando o pódio.

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Na natação, o Brasil sofreu duas baixas importantes antes mesmo do início do Open. Vetados pelo departamento médico do CPB, Andre Brasil e Susana Schnarndorf abandonaram a competição. Dos atletas que caíram na água, o destaque foi Talisson Glock. O atleta de 20 anos venceu os 200m medley da SM6 em 2m47s62 e os 50m borboleta da S6 em 33s85.

Maior nome da delegação brasileira, Daniel Dias caiu na água apenas uma vez e venceu os 100m livre da S5 com quase 30 segundos de vantagem sobre o segundo colocados. Entre as mulheres, Joaninha venceu os 100m livre da classe S6 quebrando o recorde brasileiro. A nadadora cravou 1m26s29 nesta quinta-feira, baixando em três centésimos a marca que pertencia a ela mesma e havia sido estabelecida nos Jogos Parapan-Americanos de Guadalajara, em 2011.

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