Foram diversas de ameaças de deixar a Fórmula 1. Efetuadas por, desde o chefe da equipe Christian Horner, até o dono da companhia de energéticos Dietrich Mateschitz. Sem mostrar a mesma competitividade dos anos anteriores quando foi tetracampeã, a RBR sempre alega insatisfação com as atuais regras da categoria. Mas ao que parece, a equipe austríaca, enfim, propôs uma trégua. Quem garante é o próprio Horner.

– A intenção é de continuar e resolver nossos problemas no esporte e nossa própria competitividade. Do ponto de vista de equipe, queremos estar em uma posição em que possamos ser competitivos. No momento, estamos em uma situação difícil e espero que consigamos dar a volta por cima. Nosso foco é colocar a equipe de volta onde estávamos 18 meses atrás – disse.

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Tetracampeã mundial de pilotos, com Sebastian Vettel, e de equipe de 2010 a 2013, a RBR perdeu a soberania na Fórmula 1 em 2014 com a chegada de um novo pacote de regras técnicas, tendo como principal novidade a introdução dos motores V6 turbo acoplados com sistemas de recuperação de energia.

Com as unidades motrizes como maior diferencial dos carros, a RBR acabou ficando para trás em razão do déficit de sua fornecedora, a Renault, em comparação a Ferrari e Mercedes. Como resultado, críticas públicas à montadora francesa e reiteradas ameaças de deixar a categoria, mesmo com compromisso firmado até pelo menos 2020. Depois da repercussão negativa em torno de um discurso tachado de “mau perdedor”, a RBR parece ter mudado a estratégia. Horner explicou a insatisfação da equipe:

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– Mateschitz fez alguns comentários ao longo do fim de semana e é exatamente como ele se sente. Ele está frustrado, frustrado com o show. Ele é um fã da F-1. E como fã, colocou imensa quantia de investimento no esporte nos últimos anos. Ele quer ver o esporte de volta aos seus dias de glória, com o mesmo apelo e atração que a F-1 aproveitou previamente. Estamos trabalhando duro para tentar ajudar a mudar as coisas – afirmou.

Recentemente, surgiu a oportunidade da RBR passar a contar com motores Ferrari a partir da próxima temporada. A montadora italiana já se disse aberta a fornecer seus propulsores para a escuderia austríaca. A RBR contou com motores italianos em 2006. No ano seguinte, porém, mudou para a Renault a pedido do projetista Adrian Newey, repassando o vínculo para sua coirmã STR. No último domingo, o presidente da Ferrari, Sergio Marchionne, disse estar aberto à possibilidade:

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– Ficaria muito feliz. Tenho muito respeito pela RBR. Eles fizeram muito pelo esporte, alcançaram o título diversas vezes. Creio que eles encontrarão o caminho novamente. E se pudermos ajuda-los, ficaria feliz – declarou o dirigente do tradicional time italiano.

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