Você se lembra da última vez que ouviu o hino brasileiro em uma corrida de Fórmula 1? Foi no GP da Itália de 2009, quando Rubens Barrichello, então na Brawn, subiu ao lugar mais alto do pódio. De lá para cá, foram realizados 109 GPs, maior jejum da história brasileira na categoria desde a primeira conquista, de Emerson Fittipaldi, no GP dos Estados Unidos de 1970.

Foi o próprio Barrichello quem encerrou o hiato anterior, de 109 GPs, desde a era Senna até sua primeira vitória na categoria, no GP da Alemanha de 2000. A última vitória de Ayrton foi no GP da Austrália de 1993.

Longos períodos sem vitória não são incomuns mesmo entre os países que mais tiveram representantes no lugar mais alto do pódio na Fórmula 1. Daqueles que formam o top 6 da história (Reino Unido, Alemanha, Brasil, França, Finlândia e Itália) apenas os britânicos nunca passaram 110 GPs sem uma conquista. Seu maior jejum ocorreu entre o GP do Japão de 1977, com vitória de James Hunt, e o GP da Grã-Bretanha de 1981, com John Watson. Foram 49 GPs sem ganhar.

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Países tradicionais também ficaram na fila

A Finlândia ficou sem ouvir seu hino do GP da Austrália de 1985, quando Keke Rosberg venceu pela última vez na carreira, até o GP da Europa de 1997, quando Mika Hakkinen levou de volta a bandeira azul e branca ao topo, encerrando um hiato de 193 GPs.

A Alemanha, maior vencedora dos últimos 25 anos, também enfrentou um grande jejum, entre as conquistas de Jochen Mass, no GP da Espanha de 1975 e de Michael Schumacher no GP da Bélgica de 1992. Foram 259 corridas sem vitória.

Outro país tradicional da Fórmula 1, a Itália vive uma séria crise, estando sem representantes no grid desde a temporada de 2011. A última vitória italiana foi no GP da Malásia de 2006, com Giancarlo Fisichella. De lá para cá, foram realizadas 176 provass.

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Mas quem está na fila há mais tempo é a França: desde o GP de Mônaco de 1996, quando Olivier Panis surpreendeu ao vencer, a bandeira francesa não é hasteada no lugar mais alto do pódio na Fórmula 1. E lá se passaram 338 GPs.

Voltando ao caso brasileiro, apesar de Felipe Massa estar vivendo sua melhor primeira metade de temporada desde que disputou o título, em 2008, as chances de vitória não são grandes. Afinal, o domínio da Mercedes é tanto desde o início de 2014 que, das 28 provas disputadas desde então, só quatro tiveram um vencedor que não fossem Lewis Hamilton ou Nico Rosberg. Felipe Nasr, por sua vez, corre pela mediana Sauber e tem objetivos bem mais modestos, como chegar ao top 10.

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A Fórmula 1 volta às pistas neste final de semana, começando com as duas sessões de treinos livres, na sexta-feira, às 5h e às 9h pelo horário de Brasília. A corrida tem largada às 9h do domingo.

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