Foto: reprodução/ ilustrativa
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O Luto Infantil é um tema pouco difundido na teoria, e um verdadeiro desafio na prática psicoterapêutica. Trata-se de um momento extremamente delicado e envolve uma alta magnitude dos chamados processos comportamentais.

Dessa forma, seria fundamental que o terapeuta fosse uma “audiência não-punitiva” no acompanhamento de crianças em processo de elaboração do luto.  Pois, essa prática vai fazer toda a diferença durante as atividades realizadas na sessão.

Essa intervenção, requer do terapeuta uma sensibilidade mais aguçada, uma vez que a comunicação infantil não se restringe a comunicação oral. A criança pode se expressar por meio dos gestos, desenhos, teatros, histórias, jogos, brincadeiras e etc. O principal objetivo deve ser proporcionar um ambiente favorável para que ela se expresse sem limites e libere os sentimentos que ainda não pôde elaborar por meio da fala.

Durante todo o processo terapêutico é preciso que a criança, assim como o cliente adulto, se sinta acolhida e segura. Além de compreendida e respeitada. A sintonia tem que existir para que ela consiga superar uma situação tão aversiva.

Para remover os momentos aversivos, e multiplicar os momentos agradáveis, sem que haja mais punição, o terapeuta deve ser o mais acolhedor possível sem ser invasivo. Haja vista que o luto, seja pela perda de um dos genitores ou parentes próximos, é em si mesmo um momento extremamente aversivo, quanto maior o vínculo maior será o luto.

Observa-se que nas reações do luto ocorrerá um conjunto de respostas comportamentais advindas da perda. Para tanto, é preciso conhecer bem esse processo de luto, para proporcionar um atendimento eficaz que auxilie a criança na superação de um momento tão difícil. Todavia, esse momento é parte do ciclo da vida, ao qual estamos sujeitos.

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