Foto: Reprodução
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A comparação com os outros títulos, o fato de igualar o ídolo de infância Ayrton Senna, as dificuldades da corrida em que selou o tricampeonato ou mesmo a influência da espiritualidade em suas performances ou uma possível futura carreira na música. O assunto não importa: o que Lewis Hamilton queria mesmo fazer após faturar o título da temporada de 2015 da Fórmula 1 era falar.

Nas entrevistas concedidas, tão logo saiu do pódio onde celebrou a décima vitória do ano, em Austin, fechando o campeonato com três provas para o final, até mesmo o inglês reconheceu que estava falante demais. E se justificou: “É que nas outras vezes eu ficava aqui do lado só ouvindo o Sebastian [Vettel] ficar falando sem parar. Estou tentando batê-lo nisso”, brincou.

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De fato, as coletivas de imprensa de Vettel em suas vitórias ficaram célebres pela prolixidade do piloto alemão.

Empolgado com a conquista e dando o ‘troco’ em Vettel, que assistia ao discurso, Hamilton explicou por que considera esse seu título favorito.

“Os outros dois títulos tiveram um clímax na última corrida. Um foi decidido 17s antes do final da prova, acho que foi algo do tipo, e obviamente ano passado foi incrível mas aquela corrida nos desgastou muito por serem pontos dobrados, então qualquer coisa poderia acontecer”, relembrou.

“Este título é especial, talvez seja mais especial, porque é o título com o qual eu igualo o Ayrton. Claro que piloto todos os anos acreditando que eu tenho a habilidade de vencer, mas do jeito que vida é, às vezes você tem a sorte do seu lado, e às vezes não. Às vezes você tem um bom carro, às vezes não.”

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Hamilton falou ainda sobre como a espiritualidade tem o ajudado a vencer na Fórmula 1. “Eu sempre tive esse lado mas acho que me expresso um pouco melhor hoje e acho que ter essa liberdade para me expressar da maneira como eu quero ser me permite pilotar melhor do que nunca, melhor do que já pilotei na vida. É difícil dizer, é uma força que vem de dentro. Sou muito abençoado por poder fazer o que eu faço e da maneira como eu faço.”

Por fim, não poderia faltar uma menção à música, uma das grandes paixões do piloto, que já publicou vídeos tocando piano e foi flagrado cantando em uma boate nos Estados Unidos. “Vou fazer música pelo resto da vida porque é divertido e eu curto e há muitas outras coisas que eu posso fazer fora das corridas, mas tomara que demore muito tempo para chegar esse dia [em que vai parar de correr]”.

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O inglês ainda vai ter muito o que falar nas três provas que tem para comemorar o título, começando pelo próximo final de semana, na Cidade do México.

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