Foto: TV Super Canal / Divulgação
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Torturada durante duas horas por um casal que julgava ser de confiança, uma jornalista de 43 anos relatou os momentos de pânico que viveu enquanto era estuprada dentro de casa em Dom Cavati, no Vale do Rio Doce. A vítima havia emprestado uma folha de cheque para Efigênia Dias de Morais, de 41 anos, e perguntou no açougue sobre o pagamento. Efigênia não gostou e chamou o namorado, Julimar Custodio de Oliveira, de 32 anos, para espancá-la.

A jornalista abriu a porta e os levou para a cozinha e foi golpeada no rosto. Ela foi arrastada para o quarto e, enquanto Oliveira a segurava, Efigênia a golpeava e riscava uma faca pelo corpo. A mulher é sogra dos dois filhos da vítima, que são casados com as filhas da suspeita.

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— “Ela ficou brincando com a faca, perguntando onde ia fincar, dizendo que eu ia morrer. Tiraram minha roupa e me espancaram por duas horas. Tentaram abusar de mim, fizeram coisas que nem quero dizer”.

Em um descuido dos agressores, a vítima conseguiu correr, mas foi cercada e levada novamente para a casa. No caminho, teve a cabeça lançada contra uma escada e foi levada para o banheiro.
— “Debaixo do chuveiro, sangrando muito, ela me fez jurar que não ia contar para ninguém se eles me deixassem viva”.

Quando saíram, foi minha irmã que veio me socorrer.

O plano de fuga não deu certo: Efigênia e Julimar de Oliveira foram presos e levados para o presídio de Inhapim. Ela contou à polícia que a jornalista estaria dizendo que a autora teria pegado um cheque emprestado com ela e não pagou. Já o homem negou participação no caso.

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