Foto: assessoria
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O ex-governador Silval Barbosa (PMDB), preso desde o dia 17, em decorrência a Operação Sodoma, compareceu nesta terça-feira (6) na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Renúncia e da Sonegação Fiscal, contudo, se negou a prestar esclarecimentos sobre as concessões indevidas de incentivos fiscais. Por isso, o presidente da CPI, o deputado Zé Carlos do Pátio (SD) não descarta convocar novamente o ex-gestor.

Silval foi convocado para esclarecer o motivo de ter beneficiado entre 2010 e 2014 diversas empresas com incentivos fiscais, através de decretos, mesmo elas não se enquadrando nos pré-requisitos para fazerem parte do Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic).

Durante a oitiva, o presidente da CPI abriu a sessão de perguntas solicitando que Silval Barbosa assumisse o compromisso de dizer a verdade com relação aos questionamentos que seriam dirigidos à ele. Contudo, o advogado do ex-gestor Ulisses Rabaneda, interviu e disse que Silval já era réu em uma ação da justiça, e que por isso, não poderia produzir ‘provas contra si’.

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Contudo o deputado rebateu explicando que o ex-governador estava na CPI como testemunha, mas, deixou claro que a Comissão iria respeitar o direito do ex-governador de permanecer calado garantido na Constituição, e em seguida solicitou aos deputados membros da CPI que realizassem as 25 perguntas para que ficassem registradas na ata da 50º reunião.

Com isso, o deputado Emanuel Pinheiro (PR) iniciou os questionamentos, seguido pelo deputado Max Russi (PSB) e depois Wilson Santos (PSDB).

Apesar de não responder nenhuma pergunta, o ex-governador Silval Barbosa declarou antecipadamente que estava disposto a esclarecer todas as dúvidas da CPI, contudo, por ser réu na ação que o levou preso, preferiu permanecer em silêncio por orientação dos advogados.

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“Tenho respeito pelos parlamentares desta Casa, no qual, já fui presidente. Meu objetivo hoje era esclarecer os fatos, mas quero pedir a compreensão para não colocar esta CPI em constrangimento. Porém, neste momento não só por orientação dos meus advogados, não irei responder. E por não ter sido citado, vou permanecer calado”, disse Silval Barbosa, que posteriormente se colocou a disposição da Comissão para qualquer esclarecimento, assim que apresentar sua defesa na justiça.

Para o presidente da CPI, o deputado Zé Carlos do Pátio, a não colaboração do ex-governador não prejudica os trabalhos da Comissão, pois com o alto arsenal de materiais já recolhidos na Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), já há provas suficientes para comprovar as ilegalidades nas concessões de incentivos fiscais.

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“Nós temos dados e informações concretos e muito bem embasados. Era importante a contribuição dele, mas independente disso, mesmo com o silêncio, nós conseguimos comprovar os erros e equívocos que houveram na gestão 2010-2014”, afirmou Pátio.

A próxima oitiva da CPI da Renúncia e da Sonegação Fiscal será nesta quinta-feira (8) com o delator da Operação Sodoma, João Batista Rosa.

 

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