Foto: EFE
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As vésperas do Sínodo da Família, que se inicia no próximo domingo (4), o monsenhor polonês Krzysztof Charamsa, 43 anos, revelou ser homossexual em uma entrevista publicada pelo jornal italiano Corriere della Sera. “Quero que a Igreja e a minha comunidade saibam o que sou: um sacerdote homossexual, feliz e orgulhoso da própria identidade. Tenho um companheiro. Estou pronto a pagar as consequências, mas é o momento para que a igreja abra os olhos para os gays crentes e entenda que a solução que eles propõem, a abstinência total do amor na vida, é desumana. Quero com a minha história escutar um pouco a consciência desta minha Igreja. Ao Santo Padre, revelarei pessoalmente a minha identidade em uma carta”, declarou o religioso.

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Charamsa tem um cargo na Congregação para a Doutrina da Fé e é secretário-adjunto da Comissão Teológica Internacional vaticana, além de ser professor da Universidade Pontifícia Gregoriana e na Universidade Pontifícia Regina Apostolorum. Muito ativo nas redes sociais, do Twitter ao Linkedin, o teólogo também possui um blog – criado no fim do mês de agosto.

A reação do Vaticano foi imediata e, como era de se esperar, muito dura. “Monsenhor Charamsa não poderá continuar a desenvolver as funções precedentes na Congregação para a Doutrina da Fé e nas Universidades Pontifícias, enquanto outros aspectos sobre sua situação serão de competência de seu responsável diocesano”, afirmou o porta-voz da Santa Sé, padre Federico Lombardi.

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O religioso ainda destacou que o papa Francisco vem sendo “fantástico” porque fez com que a Igreja “redescobrisse a beleza do diálogo”. Segundo o polonês, antes de Jorge Mario Bergoglio, os membros da entidade “não dialogavam” e o Sínodo “precisa ser de todas as famílias”.

Ao saber da reação do Vaticano, não apareceu publicamente, mas falou com a imprensa, dizendo que dedicava “o fato de assumir aos muitíssimos sacerdotes homossexuais que não tem força de sair do armário”. Ao ser questionado se há muitos gays no próprio Vaticano, Charamsa respondeu que “em qualquer sociedade de apenas homens há muito mais gays do que no mundo em geral”.

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