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Como prometido, trago logo de cara, o tema mais comentado nos últimos tempos. Em toda roda de conversa, seja no bar, na esquina ou no trabalho, a questão é sempre a mesma: todo político é ladrão?

Para 92% dos entrevistados do Instituto Data Popular¹, a resposta é SIM, “todo político é ladrão”, o que reflete, certamente, o sentimento de revolta dos cidadãos brasileiros e o descrédito que goza atualmente nossos representantes.

Como fazer, então, para identificar se o seu candidato é honesto?

Com a experiência de algumas eleições, trago uma dica valiosa para os eleitores.

Hoje em dia, todas as campanhas eleitorais, sem exceção, são muito caras, dependendo, na maioria das vezes, de um forte aparato financeiro. Só para termos uma ideia, os 513 deputados federais, eleitos em 2014, gastaram em média, R$ 1.422.000,00 cada um² . Em contrapartida, o salário líquido de um deputado federal não ultrapassa a quantia de R$ 27.000,00³.

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Se multiplicarmos o salário mensal do deputado, por 48 meses, que é o tempo do mandato eletivo, chegamos a um valor de R$ 1.296.000,00. Ora, essa conta não fecha! E alguém vai ter que pagar a diferença.

E é aí, que começa a corrupção.

Mas então todo político é ladrão?

Eu diria que não. Mas estes que gastam milhões para se elegerem, têm certamente a predisposição para a corrupção.

Por isso sempre digo, desconfie daquelas campanhas milionárias.

Para não dizer que estou sendo injusto e estou generalizando, pegamos o exemplo recente do famoso caso Lava Jato, que vem abalando as estruturas de nosso país.

A maioria das empresas investigadas por formarem cartel para fraudar licitações na Petrobrás, fizeram doações eleitorais, altíssimas a partidos políticos e candidatos. É como eu disse, a conta não fecha e alguém tem que pagar.

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Mas é importante ressaltar que a legislação eleitoral vem tentando se adequar, de modo a tentar vetar os gastos vultuosos, diminuindo o tempo de campanha eleitoral, fixando limites para os gastos de campanha e para a contratação de cabos eleitorais, além de proibir pessoas jurídicas de realizarem doações. Acredito que essas medidas, com a ressalva desta última, trarão reflexos benéficos nas próximas eleições.

Por isso meus amigos, nas eleições do ano que vem, fiquem atentos e acompanhem durante as eleições, no site do Tribunal Superior Eleitoral, quem está doando para o seu candidato e quanto ele está gastando, pois isto, certamente demonstrará quais são suas intenções caso seja eleito.

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Finalizo lembrando que os fatos aqui apontados são apenas alguns indicativos. É óbvio que nem todo político que gasta muito, é corrupto, bem como, nem todo político que pouco gasta é honesto. Devemos avaliar uma série de outros requisitos na hora de escolher nossos representantes, pois é desta forma, que vamos, aos poucos, mudar nosso país.

Um abraço e até semana que vem!

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¹ http://oglobo.globo.com/brasil/o-brasileiro-nao-esta-vendo-luz-no-fim-do-tunel-diz-presidente-do-instituto-data-popular-17179109

² http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,candidatos-eleitos-gastam-em-media-11-vezes-mais-que-nao-eleitos,1589206

³ http://www2.camara.leg.br/transparencia/recursos-humanos/quadro-remuneratorio/arquivos/copy_of_2014/outubro-de-2015-pdf

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