Uma menina de 7 meses sobreviveu após ficar quatro dias trancada dentro de uma casa ao lado do corpo da avó, no Itapoã, no Distrito Federal. Segundo o Corpo de Bombeiros, a criança foi encontrada desidratada e chegou a comer os próprios dejetos, como pedaços de fralda descartável e as fezes.

Foto: Magda Lamdim de Farias/Arquivo Pessoal
Foto: Magda Lamdim de Farias/Arquivo Pessoal

Nikolly Maria Landim ficava com a avó enquanto a mãe, a doméstica Débora Landim Santana, de 19 anos, trabalhava no Jardim Ingá, em Luziânia,e retornava aos fins de semana. A menina foi encontrada 07 (quinta-feira), quatro dias depois da avó, Luzineide Paes Landim, de 46 anos, ter morrido.

Débora diz que tentou ligar para a mãe durante quatro dias, mas ninguém atendeu. “Procurei minha tia, parentes em Goiás, mas ninguém sabia dela. Assim, decidi antecipar a volta.”

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Quando chegou na casa do Itapoã, a mãe da menina encontrou todas as portas trancadas. Preocupada e sem conseguir entrar, ela chamou um chaveiro. “Ele entrou na casa e falou: ‘Mataram as duas’”, diz a mãe.
Entramos, mas a neném não tinha se mexido. Pouco tempo depois, os bombeiros chegaram. Pelo cheiro, falaram que quem cuidaria do caso seria a Polícia Civil. Entraram de novo e a bebê levantou a cabecinha para um deles” Magda Landim de Farias,

“Acreditamos que tinha pelo menos quatro dias que o corpo estava ali. A filha mesmo relatou que a última conversa com a mãe foi, cinco dias antes de encontrarem.

E ela foi encontrada na terça. O aspecto do corpo também indicava isso”, afirma o sargento Nelson Antônio Carmo Araújo, do 10º Grupamento de Bombeiros Militar do Paranoá, responsável por retirar a menina da casa. Segundo ele, o odor no local era forte, devido ao estado do corpo de Luzineide.

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“Eu avistei o corpo em estado de decomposição. Em seguida, vi a bebê. Mexi nela, ela parecia estar morta, mas olhou na minha direção. Nesse momento, saí de dentro da casa com ela nos braços”, afirma Araújo.

Chegando na ambulância, percebemos que ela estava com alguma coisa na boca. Foi quando retiramos pedaços de fralda. Ela chegou a querer comer a gaze que usamos”, afirma.

A menina foi encaminhada ao Hospital Regional do Paranoá (HRP), onde ficou internada. Mas passa bem.

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