O ano de 2015 teve 41 eventos do UFC. Em meio a tantos cards e lutas, fica difícil lembrar tudo o que aconteceu, mas sempre há os nocautes, finalizações e duelos que marcam. De todos eles, dois nocautes certamente não deixarão a memória dos fãs de MMA tão cedo: os aplicados por Holly Holm em Ronda Rousey no UFC 193, e por Conor McGregor em José Aldo no UFC 194. Eles lideram a lista do Combate.com dos melhores nocautes do UFC em 2015. Confira abaixo:

A QUEDA BRUTAL DA RAINHA

Holly Holm derrubou o "mito" Ronda Rousey com um chute no pé da orelha (Foto: Paul Crock/AFP/Getty Images)
Holly Holm derrubou o “mito” Ronda Rousey com um chute no pé da orelha – Foto: Paul Crock/AFP/Getty Images

2015 era o ano de Ronda Rousey até o dia 14 de novembro. Após finalizar Cat Zingano em 14s e nocautear Bethe Correia em 34s, levando seu tempo total dentro do octógono a menos de 18 minutos, a judoca olímpica chegou ao UFC 193, em Melbourne, como enorme favorita contra Holly Holm. Os apostadores e fãs, porém, subestimaram o currículo da “Filha do Pastor”, campeã mundial de boxe dezenas de vezes e invicta no MMA. Holm deu uma aula de controle de distância e kickboxing por toda a luta, escapou da temida chave de braço de Ronda no primeiro round e, ao frustrar nova entrada em queda da adversária, a nocauteou com um brutal chute na cabeça aos 59s do segundo round para tomar o cinturão peso-galo feminino do UFC.

PROMESSA CUMPRIDA EM 13 SEGUNDOS

Conor McGregor acerta seu cruzado de esquerda, quando Aldo ainda armava o seu (Foto: AP Photo/John Locher)
Conor McGregor acerta seu cruzado de esquerda, quando Aldo ainda armava o seu – Foto: AP Photo/John Locher

Poucos nocautes poderiam rivalizar com o impacto que a queda de Rousey teve, mas Conor McGregor conseguiu. Sua vitória sobre José Aldo não foi surpresa – o irlandês era o favorito nas casas de aposta até a véspera da luta, no UFC 194, em 12 de dezembro – mas a forma como aconteceu chocou até mesmo seus maiores fãs: o “Notório” precisou de apenas 13s para encaixar seu cruzado de esquerda no queixo do “Scarface”, que tentou surpreendê-lo com uma combinação logo no início do combate. A mão esquerda de McGregor chegou antes que a de Aldo, e, num piscar de olhos, 10 anos de invencibilidade e seis anos de reinado sobre a categoria caíram por terra. (Reveja a luta no Combate Play – somente para assinantes).
José Aldo é nocauteado por McGregor em 13 segundos

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RELÂMPAGO

Makwan Amirkhani joga a joelhada voadora que derrubou Andy Ogle no UFC Suécia (Foto: Reuters)
Makwan Amirkhani joga a joelhada voadora que derrubou Andy Ogle no UFC Suécia – Foto: Reuters

Piscar, definitivamente, não é recomendado durante lutas no UFC. Que o diga os fãs suecos que compareceram à Tele2 Arena para o “UFC: Gustafsson x Johnson”, em 24 de janeiro. Provavelmente esperavam um combate longo entre os pesos-penas Makwan Amirkhani e Andy Ogle. Quem levantou para ir ao banheiro ou ao bar perdeu uma das estreias mais espetaculares da história do UFC: o finlandês Amirkhani disparou na direção do inglês, acertou uma joelhada voadora seguida de um uppercut, e conseguiu o nocaute em apenas 8s – a vitória mais rápida do ano, e a quinta mais rápida da história do Ultimate.

MUITO PRAZER, THOMAS ALMEIDA

Thomas Almeida comemora o espetacular nocaute sobre Brad Pickett no UFC 189 (Foto: Getty Images)
Thomas Almeida comemora o espetacular nocaute sobre Brad Pickett no UFC 189 – Foto: Getty Images

Thomas Almeida foi, sem dúvida, a maior revelação do Brasil no UFC em 2015. O peso-galo paulista nocauteou seus três adversários na organização no ano. Sua vitória mais impressionante aconteceu no UFC 189, em 11 de julho, quando derrotou o inglês Brad Pickett em Las Vegas. Conhecido pela alcunha de “Um Soco”, por sua semelhança a um personagem de cinema de mesmo nome, mas também por seu poder de nocaute, Pickett abalou o brasileiro no primeiro round com cruzados e joelhadas. Sem problemas: “Thominhas” se recuperou no final do assalto e, logo no início do segundo round, desferiu uma joelhada voadora que deixou o britânico apagado na lona, com apenas 29s corridos no relógio.

TODO DESCONJUNTADO

Thomas Almeida (dir.) prepara o direto de direita para nocautear Anthony Birchak em São Paulo (Foto: Marcos Ribolli)
Thomas Almeida (dir.) prepara o direto de direita para nocautear Anthony Birchak em São Paulo – Foto: Marcos Ribolli

Thominhas não estava satisfeito, e deixou mais um nocaute memorável antes do fim do ano – desta vez, em sua cidade natal, São Paulo. No card principal do “UFC: Belfort x Henderson 3”, em 7 de novembro, Almeida enfrentou o americano Anthony Birchak e deu um show para seus conterrâneos. Após minar o adversário e arriscar um triângulo de mão quando a luta foi para o chão, o lutador paulista liquidou a fatura com um cruzado de direita que deixou Birchak “desconjuntado” junto à grade, de olhos abertos. A impressionante cena lembrou nocautes clássicos do UFC, como o imposto por Lyoto Machida em Rashad Evans e por Tank Abbott em Steve Nelmark.

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BICO PRA UM LADO, PERNAS PARA O OUTRO

Matt Dwyer joga os golpes finais em Patolino após acertar seu "Superman punch" (Foto: Getty Images)
Matt Dwyer joga os golpes finais em Patolino após acertar seu “Superman punch” – Foto: Getty Images

O primeiro evento do UFC em Porto Alegre, em 22 de fevereiro, ficou marcado por ser o primeiro no país em que os brasileiros saíram com saldo negativo – foram sete derrotas contra apenas três vitórias sobre estrangeiros. Marcante também foi o nocaute aplicado pelo canadense Matt Dwyer em William Patolino, vice-campeão do TUF Brasil 2. O gigante de 1,93m frustrou o brasileiro com sua envergadura de 1,93m, e o atingiu com um “Superman punch”, golpe em que o lutador salta sobre uma perna e joga um direto no rosto. Patolino sentiu, pareceu sambar, e Dwyer finalizou com mais alguns golpes na cabeça antes de o árbitro encerrar, com 3m14s de combate.

PAGOU PELA BOCA

Após nocautear Bethe Correia, Ronda ainda rebateu a provocação: "Não chore" (Foto: André Durão)
Após nocautear Bethe Correia, Ronda ainda rebateu a provocação: “Não chore” – Foto: André Durão

Ronda Rousey terminou o ano mal, mas, em agosto, seu nocaute sobre Bethe Correia a colocava como uma força praticamente imparável no MMA. Até então conhecida por sua eficiência na luta agarrada – seus nocautes anteriores haviam sido contra “grapplers” como ela – a americana teve em “Pitbull” sua primeira adversária “striker” no Ultimate. O combate no UFC 190, no Rio de Janeiro em 1º de agosto, foi disputado todo em pé, mas “Rowdy” praticamente não foi atingida e, após pressionar a lutadora paraibana contra a grade, a nocauteou com um direto de direita. Bethe, que havia prometido nocautear a americana, caiu de cabeça na lona com apenas 34s de luta.

MARRETADA COM GOSTO

Thiago Marreta acerta a canelada na cabeça que nocauteou Steve Bossé no UFC Hollywood (Foto: Getty Images)
Thiago Marreta acerta a canelada na cabeça que nocauteou Steve Bossé no UFC Hollywood – Foto: Getty Images

Thomas Almeida não foi o único brasileiro a aparecer de forma positiva entre os principais nocauteadores do ano. O carioca Thiago Marreta também carimbou seu nome entre os jovens lutadores mais empolgantes do Ultimate em 27 de junho, no “UFC: Machida x Romero”. O ex-TUF Brasil 2 encarou o canadense Steve Bossé, que, em sua estreia na companhia, teve pouco tempo para mostrar do que era capaz. Marreta acertou logo de cara um chute na linha de cintura, que machucou o canadense e baixou sua guarda. Em seguida, veio o chute alto de esquerda, certeiro na cabeça, e Bossé caiu apagado em apenas 29s.

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NA BOCA DO ESTÔMAGO

Thiago Alves finaliza a luta após acertar chute na linha de cintura de Jordan Mein (Foto: Getty Images)
Thiago Alves finaliza a luta após acertar chute na linha de cintura de Jordan Mein – Foto: Getty Images

Ex-desafiante número 1 dos pesos-meio-médios, Thiago “Pitbull” Alves lidou com inúmeras lesões e lutou apenas uma vez entre 2013 e 2014. Como “presente” de retorno, foi colocado contra o promissor canadense Jordan Mein no UFC 183, em 31 de janeiro, em Las Vegas. Mein aproveitou sua vantagem na envergadura para castigar o brasileiro no primeiro round. No segundo, porém, o cearense mostrou seu muay thai apurado e acertou um devastador chute na linha de cintura, que fez o adversário se curvar de dor imediatamente. Uma virada conquistada com um nocaute incrível, e que fez Pitbull ganhar confiança para declarar na entrevista pós-luta: “Divisão meio-médio, adivinha quem voltou?”

A VOLTA DO HOMEM-AMBULÂNCIA

Chute rodado voador de Uriah Hall pegou Gegard Mousasi em cheio no Japão (Foto: Getty Images)
Chute rodado voador de Uriah Hall pegou Gegard Mousasi em cheio no Japão – Foto: Getty Images

Outra vitória “de virada” impressionante em 2015 foi a de Uriah Hall contra Gegard Mousasi, no “UFC: Barnett x Nelson”, em 26 de setembro, em Saitama, no Japão. Chamado às pressas para substituir o lesionado Roan “Jucão” Carneiro no evento, Hall passou maus bocados no primeiro round, quando foi levado ao solo por Mousasi e esteve próximo de ser finalizado. Ao voltar para o segundo assalto, contudo, o jamaicano ressuscitou sua persona “Homem-Ambulância”, apelido que recebeu por mandar vários adversários para o hospital durante o TUF 17, e acertou um chute rodado voador na cabeça de Mousasi, que sentiu. Hall seguiu a avalanche de golpes com uma joelhada voadora, e o árbitro logo apareceu para declarar a luta encerrada.

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