Foto: Reprodução / Pense Magro
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Criança gordinha não é sinal de saúde – ao contrário: se não controlado, o excesso de peso acarreta problemas como pressão e colesterol altos, diabetes tipo 2, além de complicações de pele e nas articulações. E o pior é que os índices de meninos e meninas obesos só cresce. Prova disso é um novo levantamento feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS), apresentado no último dia 25 de janeiro. Realizado ao longo de dois anos em mais de 100 países, o estudo traz achados preocupantes.

Os resultados demonstram que o número de crianças obesas menores de 5 anos saltou de 31 milhões para 41 milhões entre os anos de 1990 e 2014. Nos países em desenvolvimento, o índice dobrou nesse período: foi de 7,5 milhões para 15,5 milhões. Em 2014, 48% dos pequenos acima do peso se concentravam em nações da Ásia e 25% estavam na África – sendo que no continente africano, a taxa pulou de 5,4 milhões para 10,3 milhões.

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“O excesso de peso impacta na qualidade de vida da criança, já que ela enfrenta uma série de barreiras, incluindo consequências físicas, psicológicas e de saúde. Nós também sabemos que a obesidade interfere na educação e isso, combinado com a probabilidade de que o problema persista pela vida adulta, traz repercussões financeiras e de saúde não só para esses pequenos, mas também para suas famílias e a sociedade como um todo”, analisa Sania Nishtar, uma das presidentes da Comissão para o Fim da Obesidade Infantil (ECHO, na sigla em inglês), que conduziu a pesquisa.

O relatório também demonstra que a meninada está crescendo em ambientes que favorecem os quilos extras, especialmente nos países de baixa renda. E, de acordo com a OMS, o fator que mais interfere nisso são as propagandas de alimentos não saudáveis – como fast foods – e de bebidas açucaradas, a exemplo de refrigerantes e sucos industrializados.

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“É necessário envolvimento político para enfrentar o desafio global da obesidade infantil”, diz Peter Gluckman, que também é membro da presidência da ECHO.

“A OMS precisa trabalhar com governantes a fim de implementar medidas que atuem nas causas do excesso de peso, ajudando essas crianças a terem uma vida saudável, como elas merecem”, conclui Gluckman.

A entidade já deu o primeiro passo para alcançar esse objetivo. No relatório, ela propõe uma série de recomendações aos líderes mundiais que pretendem reverter esse quadro. São elas: promover o consumo de alimentos saudáveis e a prática de atividade física, incentivar o controle de peso e fortalecer as orientações para os cuidados na gravidez, minimizando, assim, fatores de risco para a obesidade no futuro.

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