Foragido havia dois dias, o servidor da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Wander Luiz dos Reis, foi preso pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) nesta quinta-feira (5), no Rio Grande do Norte. Ele passava as férias com a família em Natal. Wander é suspeito de participar de um esquema de fraudes em processos licitatórios da Seduc.

Foto: Reprodução/ Facebook
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A reportagem não conseguiu localizar o advogado de defesa de Wander Luiz dos Reis.
Segundo o Gaeco, Wander e outros dois servidores recebiam propina em troca de informações privilegiadas que auxiliassem determinados empreiteiros a vencerem as concorrências públicas para a execução de obras e reformas em escolas estaduais.

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Ele foi exonerado do cargo comissionado que ocupava em novembro de 2015 e respondia a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). Após a operação ser deflagrada, ele também foi afastado das funções que exercia atualmente. Apesar do afastamento, ele irá continuar recebendo salário.

O servidor foi preso em um flat, onde estava hospedado com a família, por integrantes do Gaeco do Ministério Público do Rio Grande do Norte. Ele estava com a prisão preventiva decretada deste terça-feira (3), quando foi deflagrada a operação Rêmora em Mato Grosso. De acordo com as investigações, pelo menos 23 contratos firmados pela Seduc, que juntos somam R$ 56 milhões, foram fraudados.

Segundo o MPE, a organização criminosa investigada era formada por três grupos, sendo que Wander seria o integrante do núcleo dos agentes públicos, assim como os servidores comissionados – que já foram exonerados – Fábio Frigeri e Moisés Dias da Silva, presos preventivamente na terça-feira.

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Esse núcleo era encarregado de agilizar e viabilizar as fraudes nas licitações mediante recebimento de propina dos empresários interessados em vencer os certames.
Para fornecer as informações, os servidores cobrariam 5% do valor total do contrato vencido por cada empresário. Após um tempo de operação – e por solicitação dos empreiteiros – o valor da propina foi diminuído para 3%.

Outro lado
A reportagem não conseguiu localizar os advogados de defesa de Wander Luiz dos Reis, Fábio Frigeli e Moisés Dias da Silva.
Por meio de nota, a Secretaria de Estado de Educação disse que recebeu a denúncia sobre o esquema em janeiro deste ano, quando um empreiteiro procurou o Gabinete de Transparência e Combate à Corrupção, e encaminhou o caso para a Delegacia Especializada em Crimes Fazendários (Defaz).

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