cirurgia plásticaConsiderado o horário nobre do calendário estético por conta das baixas temperaturas, o inverno é a época ideal para encarar tratamentos de pele mais abrasivos e cirurgias plásticas – segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a procura por intervenções do gênero aumenta em 50% nos meses correspondentes à estação.

De acordo com o cirurgião-plástico brasiliense Sérgio Morum, a principal razão para o aumento da demanda é o intervalo existente até a chegada do verão. “Os seis meses entre as estações se tornam um bom período para a recuperação de uma cirurgia plástica, já que o paciente tem a segurança de se submeter ao procedimento e saber que poderá pegar uma praia no começo do próximo ano, sem problema algum. As férias escolares, que permitem um maior aproveitamento no tempo de recuperação dos pacientes que têm filhos na escola e/ou estudam, e as temperaturas mais amenas, que ajudam a deixar o pós operatório menos incômodo, são outras razões pelas quais o inverno é mais escolhido pelos pacientes para se submeterem a um procedimento”, justifica.

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Segundo a Dra. Bárbara Machado, chefe da equipe médica da Clínica Ivo Pitanguy por 15 anos, três das operações mais pedidas pelos pacientes migratórios de temporada são lipoaspiração, lifting facial e pálpebras.

“No caso da lipo, o uso da cinta se torna mais confortável no inverno, mas também no calor os vasos se dilatam mais, deixando a paciente mais inchada porque os líquidos extravasam para os locais tratados”, explica a especialista, completando que esse inchaço é, sim, minimizado com o frio, mas que bons cuidados para uma recuperação óptima independem de calendário.

“Seguir as orientações médicas é essencial para uma boa evolução. O uso de placas de silicone para tentar evitar quelóides, fisioterapia no pós-operatório para prevenir fibroses e reduzir o inchaço, e repouso relativo com relação as atividades físicas são medidas adequadas”, ensina.
A corrida ao bisturi adquire tamanha proporção que inflaciona temporariamente até mesmo as faturas hospitalares. “Neste período são repassados os ajustes dos salários dos funcionários da área da saúde e dos valores de materiais usados. Hospitais e clínicas podem ajustar em até 20% o valor da internação neste período, mas não é regra. O custo depende do hospital”, diz a Bárbara, contando que a procura pode chegar a ser cinco vezes maior nesta época do ano do que no verão.

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“O prazo para a recuperação completa de uma cicatriz é de dois anos, mas, como nos procedimentos plásticos ela sempre fica escondida, não há nenhum problema do paciente ir pegar uma praia no verão, com seis meses de pós-operatório. Para quem quer viajar e curtir uma praia no fim do ano, por exemplo, a melhor época é essa”, finaliza Morum.

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