Vocação política, este é um dos principais pontos para Rondonópolis estar entre as 100 idades do Brasil que são mais fortes que a crise econômica revelou o estudo da consultoria Urban Systems, divulgado pela Revista Exame.

No ranking Cuiabá aparece na 26ª posição e Rondonópolis no 76º lugar e assim elas se tornaram uma das melhores cidades para se investir em negócios. O destaque nos investimentos é principalmente para setor alimentício, em especial na capital mato-grossense nos últimos dois anos.

O estudo revela que Cuiabá está entre as 100 melhores cidades para investir em negócios com 9,26 pontos de um total de 30 pontos possíveis. Ao se comparar com a pesquisa realizada o ano passado, publicada na edição 1.100 da Revista Exame do dia 28 de outubro, verifica-se que a capital mato-grossense subiu posição ante a 36ª colocação na época, porém perdeu em termos de pontos, uma vez que havia registrado 10,90 pontos.

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Já Rondonópolis caiu da 65ª colocação para a 76ª de um ano para o outro, bem como a sua pontuação de 9,94 pontos para 8,02 pontos. Sinop em 2015, conforme a pesquisa, ocupava a 46ª posição com 10,36 pontos e em 2016 não aparece no ranking.

“A região Sul de Mato Grosso tem uma maior vocação política do estado. Hoje, dos três senadores de Mato Grosso, todos são praticamente de Rondonópolis, já que o Senador Blairo Maggi (PP) se licenciou para ocupar a vaga de Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. E todos sabem que onde o poder político se concentra, querendo ou não, acaba havendo mais investimentos”, comenta ao o economista Edisantos Amorim.

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O especialista salienta que em Cuiabá a concentração da economia nunca foi o agronegócio também, mesmo sendo o setor a segurar a economia do Estado. “Mas, não podemos esquecer que o agronegócio também depende da política. É preciso que novas alternativas de fontes econômicas sejam criadas em Mato Grosso e a indústria é uma delas.

O fato de Mato Grosso seguir em “destaque” em termos de crescimento perante as demais unidades federativas, principalmente as que mais são atingidas pela forte recessão econômica, onde há mais de seis meses já se tem notícias de salários no Poder Público sendo escalonados, têm quatro fatores macroeconômicos influentes, segundo Edisantos Amorim: agronegócio ainda sustentável, oferta de energia elétrica, oferta de água e possibilidade de incentivos fiscais. “São esses fatores da macroeconomia que atraem os investidores. Manter esses indicadores ‘positivos’ não é fácil, haja visto estarmos em crise”.

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O ranking, de acordo com a Urban Systems e divulgado pela Revista Exame, é encabeçado pela cidade de Barueri (SP) com 12,61 pontos de possíveis 30. A elaboração do ranking das melhores cidades para fazer negócios leva em conta 28 indicadores, tendo como pelotão de frente: PIB Per Capita, renda média dos trabalhadores formais, trabalhadores com curso superior, conexão de banda larga acima de 34 MBPS e docentes do ensino fundamental com curso superior.

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