O Governo do Estado mais uma vez enviou uma delegação de estudantes para participar das Paralímpiadas Escolares disputadas em São Paulo, no mês de novembro. A delegação matogrossense conquistou nove medalhas na competição. O resultado surpreendente deixou Mato Grosso na 11º colocação dos jogos, entre os 25 estados participantes.

Foi a segunda vez na história que Mato Grosso participou da competição, sendo que a primeira vez foi em 2015. Essa medida faz parte do plano de governo da atual gestão, que visa dar vez e voz para públicos até então carente de políticas públicas.

A garotada, por sua vez, não deixou por menos e aproveitou ao máximo o que jogos puderam oferecer. Das nove medalhas conquistas pela delegação três delas foram garantidas pela estudante de Paranatinga (a 338 quilômetros de Cuiabá) Amanda da Silva (12 anos). A menina, que tem Síndrome de Escobar, foi uma das sensações da competição, ao conquistar medalhas na corrida, arremesso de peso e pelota.
Ela foi recebida como uma heroína em sua cidade, após o fim da competição, com direito a desfile em carro aberto pelas ruas de Paranatinga. “Foi muito emocionante. Eu fiz até passeata de carro pela cidade. Fizeram cartazes dizendo que eu era o orgulho da cidade. Minha mãe chorou muito quando eu desci do ônibus”, contou.

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Outra sensação dos jogos também veio de Paranatinga. O estudante Marcos do Amaral (14 anos) fez bonito ao conquistar a medalha de ouro no tênis de mesa. A conquista teve um sabor especial, já que o menino fez uma cirurgia no quadril a poucos meses do início da competição. A superação, garra e força de vencer do estudante comoveu os membros da delegação de Mato Grosso que fizeram uma grande torcida a cada partida que Marquinhos disputava. A corrente positiva deu certo e o garoto trouxe o ouro para Mato Grosso.

Para o superintendente de Políticas Esportivas da Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc/Sael), Mário Marcio Pecora, a 11ª colocação de Mato Grosso nas Paralimpíadas Escolares é extraordinária, levando em conta que a delegação contou com apenas 11 atletas. “Ficamos na frente de potências no esporte paralímpico, como Paraná, Espirito Santo e Bahia”, destacou o gestor.
ecora ressaltou que com as conquistas as responsabilidades aumentam, no sentido de fomentar ainda mais o paradesporto em Mato Grosso. “Temos que criar mais políticas públicas e nos jogos do ano que vem a meta é trazer 50 paratletas para que nossa delegação esteja entre as cinco primeiras da competição”, disse.

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A ida da delegação de Mato Grosso às Paralimpíadas Escolares em São Paulo foi uma articulação do Governo do Estado, por meio da Superintendência de Políticas Esportivas da Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc/Sael-MT). Também fez parte da delegação o secretário adjunto de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência (da Casa Civil), Marcione Mendes de Pinho.

Mato Grosso participou das paralimpíadas com 11 atletas nas modalidades de tênis de mesa, natação, atletismo, judô e tênis de quadra em cadeira de rodas. Eles vêm das cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Paranatinga, Colíder, Santo Antônio do Leverger e Itaúba.

O evento foi realizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB

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