Imagem: Arma encontrada
Foto: Reprodução

Buscas realizadas no âmbito de inquéritos policiais conduzidos pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DDM), da Polícia Judiciária Civil, em Rondonópolis (212 km  ao Sul), localizaram uma arma de choque usada contra vítimas de estupros cometidos pelo suspeito Rodrigo da Silva Carvalho, que está preso desde março de 2016, por ter sido reconhecido por sete mulheres vítima.

A arma foi localizada na casa da sogra de Rodrigo, no bairro Jardim Pindorama. Buscas também foram realizadas em uma casa, onde o suspeito Rodrigo morava. No local, os policiais encontraram 11 munições.

Em março de 2016, a Delegacia da Mulher de Rondonópolis passou a investigar uma série de roubos seguidos de estupros de mulheres, que apontava para uma pessoa com o mesmo perfil. O caso ganhou grande repercussão em Rondonópolis, após ser divulgado nas redes sociais, chamando atenção da população da cidade.

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Os crimes investigados ocorreram todos no período da tarde. As vítimas relataram que tiveram as casas invadidas pelo criminoso, que aproveitava da fragilidade das residências que não têm muros ou são baixos. Conforme os relatos, o suspeito ficava escondido em matagais, obras, ou terrenos baldios esperando o momento em que as vítimas estavam sozinhas, para entrar na residência. Em todas as ocorrências, armado e anunciava o assalto. Em seguida estuprava as vítimas.

Outra característica da forma de agir, relatada por pelo menos onze mulheres é que o suspeito, quando invadia as casas, estava  encapuzado, com camisa de manga comprida, calça jeans e bota. Isso dificulta a identificação  pela vítima.

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Na ação, ele usava a arma de choque para ameaçar as vítimas e roubar objetos de pequeno valor.

A identificação do suspeito aconteceu após uma pessoa ser detida com o aparelho celular de uma das vítimas e alegar que comprou de Rodrigo da Silva Carvalho. Em diligências, policiais localizaram o suspeito com outro aparelho celular roubado, sendo ele detido pelo crime de receptação. O aparelho celular encontrado com o suspeito ainda não foi vinculado com nenhuma das vítimas de estupro.

O suspeito da autoria dos roubos seguidos de estupros teve o mandado de prisão temporária (30 dias)  representado pela delegada Lígia Silveira, em marcço de 2016.

A delegada informou que recentemente saiu o laudo de DNA feito nas roupas de cama e em uma mecha de cabelo de uma das vítimas. O laudo deu positivo para o material coletado, atestando pertencer a Rodrigo, que também continua a ser investigado em outros inquéritos policiais instaurados após sua identificação.

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