Foram precisos apenas 11 segundos para Mayra conseguir um waza ri e comemorar - Foto/ Reprodução
Foram precisos apenas 11 segundos para Mayra conseguir um waza ri e comemorar – Foto/ Reprodução

Ao vencer a japonesa Ruika Sato, Mayra Aguiar não só garantiu a vaga na final do Mundial de Budapeste como tornou-se a maior medalhista do país na competição: cinco pódios ao todo. Mais que isso, minutos depois, passou por outra japonesa e voltou a fazer história. Derrotou Mami Umeki na decisão da categoria meio-pesado (78kg) e igualou o feito do também gaúcho João Derly. Agora, os dois são os únicos judocas do Brasil a serem bicampeões mundiais.

– Ele (João Derly) foi uma ispiração para mim, desde novinha. Estou muito feliz. Ainda não consegui entender o que aconteceu. Estava muito focada, me preparei muito para essa competição. Eu sabia o quanto é gostoso ser campeã mundial. E eu sou bicampeã mundial. Isso é demais, é muito bom – disse Mayra ainda ofegante após a decisão.

João Derly foi campeão mundial no Cairo (2005) e no Rio (2007). Mayra venceu em Chelyabinsk (2014) e em Budapeste (2017). O Brasil ainda conta com outros três campeões do mundo: Rafaela Silva (2013), Luciano Corrêa (2007) e Tiago Camilo (2007) – todos no Rio.

Essa foi apenas a segunda competição de Mayra Aguiar após a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro no ano passado. A gaúcha de 26 anos preferiu tirar um período sabático para descansar e focar nos treinamentos. Parece que deu certo. Ela voltou aos tatames no dia 18 de junho deste ano e venceu o Grand Prix de Cancun, no México. Nesta sexta, competiu de novo e levou o bicampeonato mundial dos meio-pesados.

A grande rival da brasileira na categoria, a americana Kayla Harrison, bicampeã olímpica e campeã mundial, anunciou sua aposentadoria após a Olimpíada do Rio.

Medalhas de Mayra em campeonato mundial - Foto/Divulgação
Medalhas de Mayra em campeonato mundial – Foto/Divulgação

Mayra venceu suas três primeiras lutas pos ippon. Passou pela gigante eslovena Klara Apotekar, vice-campeã mundial júnior em 2015. Em seguida, foi a vez de bater a austríaca Bernadete Graff, que era da categoria 70kg e migrou para o 78kg esse ano. Pelas quartas de final, uma velha conhecida: a francesa Audrey Tcheuméo, campeã mundial em 2011, prata nos Jogos Rio 2016 e bronze em Londres 2012. Mayra conseguiu dois waza-aris, derrubou Tcheumeo, que sentiu dores no joelho e bateu.

Na semifinal, a gaúcha fez uma luta emocionante contra a japonesa Ruika Sato. As duas ficaram no limite, com dois shidos (infrações) cada. A nipônica pressionou, tentou de tudo, mas Mayra segurou a pressão e, com um waza-ari, garantiu presença na final. Na luta do ouro, a brasileira foi melhor o tempo todo. Com uma boa pegada, anulou a japonesa Mami Umeki e forçou duas punições. A rival ficou no limite e precisou atacar. Mayra sofreu uma penalidade, e a luta foi para o golden score. Quem pontuasse primeiro levava. Foram precisos apenas 11 segundos para Mayra conseguir um waza-ri e comemorar.

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