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Obesidade: estimativa dos pesquisadores é de que até 9 milhões precisem da cirurgia no país | Foto: Reprodução/Thinkstock

Um relatório da Sociedade Americana do Câncer apontou que o excesso de peso foi responsável por cerca de 3,9% dos casos de câncer em 2012. Os autores do relatório afirmam que o número deverá crescer nas próximas décadas, dadas as tendências.

Sistemas políticos, econômicos, práticas de mercado que promovem o consumo de alimentos muito energéticos e pouco saudáveis e pouco tempo de atividade física estão aumentando os casos de pessoas com excesso de peso, diz o relatório.

Em 2016, aproximadamente 40% dos adultos e 18% das crianças e adolescentes apresentaram excesso de peso. O número cresceu em praticamente todos os países, mas os maiores aumentos foram em países subdesenvolvidos.

Em 2015, segundo o relatório, 4 milhões de mortes foram associadas ao excesso de peso. O impacto econômico destas mortes é estimado em 2 trilhões de dólares. Em 2012, o excesso de peso foi responsável por 544,300 casos de câncer, ou seja, 3,9% do total de casos da doença. Em países de baixa renda, a proporção variou cerca de 1%, enquanto nos países de alta renda chegou a 7% ou 8%.

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O sobrepeso e a obesidade estão relacionados ao aumento do risco de 13 tipos de câncer: de mama (após a menopausa), de cólon e reto (colorretal), útero, esôfago (adenocarcinoma), vesícula biliar, rim, fígado, ovário, pâncreas, estômago e tireoide, assim como meningioma e mieloma múltiplo. Recentemente, o excesso de peso foi rotulado como uma provável causa de câncer de próstata avançado, além de câncer de boca, faringe e laringe.

Para os especialistas, o enriquecimento das economias cria um ambiente propício para a obesidade. Cada aumento de 10 mil dólares na renda nacional média está associado ao aumento de 0,4 pontos no índice de massa corporal entre os adultos.

A prosperidade, no entanto, não está sempre relacionada ao excesso de peso, uma vez que países desenvolvidos da Ásia, com seus hábitos de dieta mais tradicionais, apresentam baixas taxas de obesidade.

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Desacelerar o aumento da obesidade é uma das nove metas para 2025 da OMS (Organização Mundial da Saúde) para lidar com a crescente carga global de doenças não transmissíveis, incluindo o câncer. Embora a meta seja difícil de ser cumprida, dado o contexto, a OMS aconselha governos indústrias e as sociedades civis a adotarem estratégias de prioridade para retificar a produção, distribuição e propaganda de alimentos não saudáveis e promover lugares adequados para prática de atividades físicas.

“Há um consenso emergente sobre as oportunidades para o controle da obesidade através da implementação coordenada multissetorial de ações políticas centrais para promover um ambiente propício para uma dieta saudável e vida ativa”, escrevem os autores. “O rápido aumento tanto na prevalência do excesso de peso corporal como na carga associada ao câncer destaca a necessidade de um enfoque rejuvenescido na identificação, implementação e avaliação de intervenções para prevenir e controlar o excesso de peso corporal”.

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